TRADUTOR

terça-feira, 5 de junho de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA, HÁ MUDANÇAS A SEREM EFETUADAS

Outras vezes ficava a nuvem desde a tarde até pela manhã; e quando pela manhã a nuvem se alçava, eles partiam; ou de dia ou de noite, alçando-se a nuvem, partiam. Nm 9.21

Bem vindos a quarta e última ministração da série A Trajetória da nossa Existência. O texto que nos serve de base revela a necessidade de constantes mudanças durante a trajetória da nossa existência. Deus estabelecera para o seu povo uma Direção, que deveria ser seguida no Tempo certo de acordo com a Ordem dada. É nesse processo que se desenvolve nosso relacionamento com Ele,e consequentemente,a qualidade da nossa existência. Visto que, indubitavelmente, quem com Deus se relaciona, indo além de simplesmente crer Nele, torna-se uma pessoa de qualidade. Há, no entanto, que se entender que os três processos anteriores(Direção, Tempo e Ordem)visam prioritariamente a transformação daquilo que somos a fim de nos tornarmos naquilo que deveríamos ser. Ou seja, filhos semelhantes a Jesus(I Jo 3.2). Tudo isso só se torna possível quando decidimos caminhar debaixo da Nuvem, debaixo da insubstituível presença de Deus.Quando alcançamos uma mentalidade sujeita as necessidades de constantes mudanças, pois quem não está disposto ou sujeito a Mudanças não altera sua trajetória, portanto terá que adentrar no futuro que sua rota escolhida o levará.

De tempo em tempo a Nuvem se movia(v 22), independentemente de circunstâncias ela se movia sob o mandado de Deus, isso fazia com o povo, a despeito de qualquer coisa ou tempo, entendesse que era hora de levantar acampamento a fim de alcançarem novos territórios através de novos rumos. Assim sendo, entendo que Deus de tempo em tempo deseja nos conduzir por novos rumos através da sua Palavra, nossa “Nuvem”.Há pessoas que pararam no tempo e no espaço, não mudaram, não mudam e acredite, muitas delas não mudarão. Nossa “Nuvem”, a Bíblia, é um livro de Mudanças e uma das palavras chaves do Reino é exatamente Mudança. É por ela que tornamos público o poder transformador do Deus que nos conduz para um futuro proveitoso quando interfere em nosso trajeto a fim de nos conduzir para o Dele.

Toda Mudança altera uma característica, quer seja para o bem, quer seja para o mal. No mover da Nuvem, os sacerdotes tocavam o shofar que por sua vez provocava no povo uma Mudança de postura, pois eram obrigados a olhar para cima a fim de testificassem o que acabaram de ouvir em baixo. Nisso, compreendiam que era hora de mudar de arraial. Creio que o êxito de uma pregação não está nos aplausos que ela provoca pelas mãos de quem a escuta, mas sim no levantar dos olhos de quem a ouve. Creio que a eficácia de uma pregação está na Mudança de postura que ela gerou nos ouvintes, fazendo com que estes olhem para cima e testifiquem que é assim como ouviram. Aliás, chego ao ponto de acreditar que a ausência de tão poucas Mudanças em nossos dias é resultado de uma pregação que só nos faz olhar para baixo. Mas, ainda existem sacerdotes aliançados cujas as palavras ainda fazem o povo estremecer e olhar para cima(Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Am3.6).

Creio que estamos sendo convocados de tempo em tempo a Mudanças que nos aproximarão do coração do Eterno. Creio que cada mover da Nuvem é um chamado a fim de mudarmos nossa maneira de falar; nossa maneira de pensar; nossa maneira de agir. Creio que nossa Mudança não será resultado de um mero esforço humano, mas sim pela consciência de que mais importante do que aquilo que ouvimos é o que fazemos com aquilo que ouvimos, pois aquilo que ouvimos gera informação, mas aquilo que fazemos com aquilo que ouvimos é que gera transformação. Ou seja, Mudança.Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 23 de maio de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA, HÁ UM TEMPO A SER VIVIDO

E, quando a nuvem se detinha sobre o tabernáculo muitos dias, os filhos de Israel cumpriam o mandado do Senhor, e não partiam.

Às vezes a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo; então à ordem do Senhor permaneciam acampados, e à ordem do Senhor partiam.

Outras vezes ficava a nuvem desde a tarde até pela manhã; e

quando pela manhã a nuvem se alçava, eles partiam; ou de dia

ou de noite, alçando-se a nuvem, partiam.

Quer fosse por dois dias, quer por um mês, quer por mais tempo, que a nuvem se detinha sobre o tabernáculo, enquanto ficava sobre ele os filhos de Israel permaneciam acampados, e não partiam; mas, alçando-se ela, eles partiam. NM 9.19-22

Bem vindos a terceira e penúltima ministração sobre A Trajetória da nossa existência. Estaremos vendo a importância de vivermos Tempos específicos e necessários ao nosso relacionamento com Deus e ao nosso próprio crescimento. A Nuvem era a representação exata da Presença de Deus que por sua vez determinava a qualidade do ambiente onde se encontrava o acampamento dos filhos de Israel no deserto. Não importava se o tempo era de perdas ou ganhos, quente ou frio mas o que importava é que Israel permanecesse debaixo da Nuvem. Caso ela se movesse Israel se moveria mas sempre permanecendo debaixo dela. Cada mover da Nuvem era um chamado para que Israel vivesse um Tempo novo. Acredito que estamos sendo chamados a vivermos novos Tempos, a entendermos melhor que cada Tempo vivido deixará resultado de acordo com o Modo como vivemos este Tempo, pois para todas as coisa há Tempo e Modo(Ec 8.5,6). Muitos de nós vivemos hoje , consequências ruins por causa do Modo errado como vivemos o Tempo passado. Nisso, afirmo que mais importante do aquilo pelo qual estamos passando, é o modo como estamos passando. As vezes, diz a Bíblia, a Nuvem permanecia parada por dias(meses), as vezes por poucos dias( semanas), as vezes um dia(horas). Para Israel, o que importava é que estavam debaixo de uma Direção e de uma Ordem, portanto precisavam respeitar o princípio do Tempo. Para ele, ainda que não houvesse uma resposta do motivo de tanto Tempo ou de tão pouco Tempo, prevalecia o fato de Deus, ainda que calado estivesse no controle.

Não sei que Tempo é esse que você está vivendo, mas posso afirmar que quem determina o clima em seu arraial, em sua casa, em sua igreja, não é a circunstância do deserto,mas sim a Presença da Nuvem, a Presença Insubstituível de Deus. Talvez você tenha, no decurso da sua Trajetória, se perdido da Nuvem, ou se conformou em ser, meramente, um seguidor dela. Como aqueles que vivem de apenas ouvir e ler para conscientização e não para mobilização, pois aqueles se mobilizam, são aqueles que andam de acordo com aquilo que ouvem, da parte de Deus. Não são meros seguidores mas decidiram que suas habitações seriam debaixo da Nuvem a despeito do Tempo que estivessem vivendo.

Creio piamente na verdade bíblica de o coração do sábio discerne o Tempo e Modo(Ec 8.5), assim sendo, precisamos discernir em Deus que Tempo é este que estamos vivendo. Se é Tempo de permanecer os dias necessários(meses e anos), se é Tempo de aguardar mais um pouco,mais uns dias pois a Nuvem já, já, vai partir(semanas), ou se está na hora de levantar acampamento(hoje). Creio que o seu interesse em conhecer a vontade de Deus, estabelecerá um novo nível de compreensão que o levará a ser guiado por ela(Sl 143.8). Digo isso firmado na convicção de que Deus revela sua vontade àqueles que o temem(Sl 25.12). Creio que estamos vivendo um Tempo onde Deus está movendo a Nuvem e assim fazendo os que dela se perderam, os que apenas a estão seguindo e os que debaixo dela estão, serão expostos. A que grupo, destes três você pertence? Creio que Deus está nos dizendo para que não nos movamos se Ele não se mexeu,para que esperemos mais algum Tempo se Ele está em silêncio. Mas também creio que Ele está dizendo a que não fiquem parados diante do seu mover que nem sempre é entendido pelas palavras(Nuvem não fala), mas pela linguagem das circunstâncias. Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 16 de maio de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA, HÁ UMA ORDEM A SER OBEDECIDA

E a ordem do Senhor os filhos de Israel partiam, e à ordem do Senhor se acampavam; por todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo eles ficavam acampados.Ex 9.18

Bem vindos ao segundo princípio que rege a Trajetória da nossa Existência, a Ordem. Vimos anteriormente a necessidade de termos uma Direção definida e que saímos da direção quando perdemos a rota. A saída da rota, por sua vez é resultado de nossas desobediências. O ato de desobedecer pode ser por querer ou sem querer, basta que consciente ou inconscientemente, transgridamos um princípio, uma regra, uma lei. Quantas pessoas você deve conhecer que foi multada por uma infração que nem se quer sabia que havia cometido?

Ao conduzir seu povo pelo deserto, Deus não estava apenas dando a ele uma Direção mas também ensinado-os a amarem a obediência. Isso mesmo, pois durante os quatro séculos de cativeiro no Egito, todas as gerações dentre os filhos de Israel, tinham aprendido a obedecer como resultado da dor e não do amor. Muitos filhos não aprenderam a obediência direta de uma educação do lar mas como consequência do sofrimento dos pais escravos. Costumo dizer aos meus filhos que mais do que obedecer a voz paterna é preciso desejar obedecê-la.

Vivemos em meio a um tempo de destruição de princípios e valores, mas ao mesmo tempo entendo que há sobre a terra uma voz profética a fim de resgatar valores inegociáveis. Com isso quero dizer todos as mazelas familiares, desajustes ministeriais, conflitos familiares, etc., são muito mais resultado de desobediência humana do que artimanha demoníaca.

Diz a Bíblia que o povo só se movia de acordo com : “À ordem do Senhor se acampavam, e à ordem do Senhor partiam; cumpriam o mandado do Senhor, que ele lhes dera por intermédio de Moisés”.(Ex9.23)

Precisamos analisar alguns fatores neste ponto. Há quem diga por aí que não segue homens tornando-se assim pastores de si mesmos. Ora o texto diz que Deus dava ordem ao povo por intermédio do homem Moisés. O sinal para a partida era o mover da Nuvem porém somente quando o Shofar era tocado o povo deveria desarmar acampamento( Nm 10.1,2). Isto significa que só entende a visão quando somos curados na audição. O povo não saía de forma desordenada, onde cada um fazia seu próprio trajeto, mas, pelo contrário, as pessoas estavam aprendendo que toda ordem conserta uma desordem e que, onde não há ordem , naturalmente se estabelece a desordem. Olhe para dentro de algumas famílias e procure nela um sacerdote que saiba tocar a trombeta no tempo certo, a fim de indicar seus filhos a obedecerem a direção certa, que eu lhe direi a qualidade destas casas. Mostrem-me uma casa, uma igreja, uma escola, onde cada um faz o que bem quer e eu lhe direi o futuro delas.

Precisamos resgatar o princípio da Ordem sob pena de sofrermos as consequências da ausência dela. Aliás mostre-me um profissional da educação satisfeito com o nível de obediência de seus alunos que eu te mostrarei o professor mais feliz da face da terra.

Quero finalizar fazendo duas considerações sobre a Ordem que tem sido dois princípios repetidos em minhas ministrações ao meu povo. Primeiro: Toda Ordem Divina é a Revelação de uma Capacidade Humana. Há coisas que Deus direciona, orienta. Há outra que ele ordena. Ora, ninguém em sã consciência dá uma Ordem a um incapaz. Se você dá uma ordem ao filho e se aborrece por ele não tê-la obedecido é porque você sabe que ele não usou o máximo de sua capacidade, pois sua ordem foi do tamanho da capacidade dele. Assim é Deus comigo e contigo. Pense nisso. A segunda consideração é: Toda Ordem é a Revelação de um Propósito. Quando uma ordem é dada e obedecida, cumpre-se o propósito de quem ordenou. Em Contra partida, toda desobediência destrói um propósito.Voluntária ou Involuntariamente. Pense nisso.

Creio que estas postagens é um mover da Nuvem para mim e para você. Creio que podemos reestabelecer o princípio da Ordem a fim de que o propósito divino se cumpra e não seja interrompido. Creio que somos uma geração chamada a olhar para cima mas que se move aqui em baixo de acordo com aquilo que houve. Creio que estamos sendo chamados a submetermos nossos ouvidos a voz profética e as orientações sacerdotais. Creio, por isso escrevo que o que mais precisamos no momento não é de mais seminários que concertem a família, mais livros que ensinem a igreja a ser igreja, mais programas para que os jovens se tornar ocupados na igreja, mais palestras para casais. Creio que estamos precisando muito mais de fazermos um pacto de obediência as velhas ordens esquecidas a fim de tornarmos nova a nossa trajetória. Eu creio e você?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 9 de maio de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA HÁ UMA DIREÇÃO A SER SEGUIDA.

Mas sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam; e no lugar em que a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam. Nm 9.17

Bem vindos a primeira das quatro ministrações sobre A Trajetória da nossa existência. Nela veremos que a primeira providência de Deus ao libertar Israel do Egito, foi direcioná-lo a fim de que mesmo em pleno deserto, eles tivessem uma rota definida. Tenho compartilhado com a igreja que pastoreio um princípio que trago comigo há tempo: Deus nem sempre nos responde mas nunca nos deixa sem direção. Há situações na vida que não precisam de respostas e sim de Direção, porque muitas das respostas que queremos não alterarão as consequências dos fatos ocorridos. Desejamos que Deus nos responda aos nossos “por quês” quando na verdade o que verdadeiramente precisamos é de Direção para sabermos o que fazer, quando não sabemos o que fazer.

O mover da Nuvem no deserto era a sinalização de Deus que era chegada a hora de continuar a Trajetória por novos rumos, pois cada vez que ela se alçava, o povo entendia que era hora de conhecer novos territórios que os conduziria a terra da promessa. Nosso relacionamento com Deus vai além do fato de crermos que ele nos salvou e nos libertou, mas envolve uma caminhada no mover do Espírito Santo que faz com que nossa trajetória seja qualificada por seus direcionamentos. Estar perdido no deserto da vida nos faz andar em círculo; quem anda em círculo vê sempre as mesmas coisas; quem sempre vê as mesmas coisas faz sempre as mesmas coisas e quem faz sempre as mesmas coisas sempre terá os mesmos resultados. Estar sem Direção é resultado de termos saído da trajetória, porque é a trajetória que define a Direção. Toda Trajetória leva a uma Direção definida, por isso que costumamos chamar de desviado, a uma pessoa que saiu da rota, que largou o ministério, deixou a igreja, abandonou a família e toda sorte de valores inegociáveis que o conduziria a futuro promissor.

Portanto, reafirmo que mais do que respostas, precisamos de Direção e para tanto é necessário mergulhar incondicionalmente na rota divina, na Trajetória de Deus que nos dará uma existência de qualidade. Mais do que soluções instantânea, seu casamento precisa de Direção. Mais do que uma resposta rápida seu ministério precisa de Direção. Mais do que milagres urgentes que resolvem atitudes erradas do passado, nossa vida precisa de Direção no presente a fim de conquistarmos um futuro desejável. Mas do que estratégias humanas, a igreja precisa de Direção Divina. Mais do que tomar uma Direção imediata, precisamos prioritariamente ser dirigidos, pois quem é dirigido é comandado e quem dirige está no controle(Sl 143.8,10). Chegou a hora de devolvermos o controle da nossa arca nas mãos do Eterno a fim de não ficarmos a deriva no mar da vida. A semelhança de Noé, cabe-nos administrar a arca, mas não nos cumpre a tarefa de dirigi-la. Afinal de contas, a arca não tinha leme e só quem sabe conduzir um barco sem leme será capaz de colocá-lo em terra firme( Gn 8.4). Vamos arrancar o leme, vamos olhar para cima. A nuvem está andando. Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim.

ELE O INSTRUIRÁ NO CAMINHO QUE DEVE ESCOLHER SL 25.12

sexta-feira, 4 de maio de 2012

TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA

NOVOS RUMOS


Eu irei adiante de ti[..] Isaias 45.2

Desde que nascemos nossa vida é um trajeto a ser percorrido. Nele, cada um de nós se comporta das mais variadas formas. Perdemos a rota, ignoramos as placas de advertências, mudamos inadvertidamente de direção, desrespeitamos tempos de ultrapassagens, provocando acidentes e lesões na vida daqueles que estão conosco na mesma estrada. Por isso é necessário que nossa experiência na estrada da vida, não nos tire a consciência de que necessitamos de alguém mais experiente e que nos conduza por territórios que nunca trafegamos.

Durante quatro postagens consecutivas, quero convidar você a se deixar conduzir por Deus por novos rumos, que com certeza desembocarão no centro de sua vontade. Deus tirou Israel do Egito com braço forte mas não permitiu com seu novo estilo de vida gerasse uma independência tola que o levasse a fazer seus próprios caminhos e assim sendo, deixasse a rota desviando-se do propósito de Deus que era de levá-lo a terra prometida. Deus os guiou através da nuvem. Sua presença foi crucial para o estabelecimento do propósito(Ex 14.19,20). Portanto meu objetivo nestes próximos quatro artigos é gerar um despertamento para o fato de que muito das nossas colisões familiares, muito de nossos acidentes conjugais e toda sorte de caos na estrada da vida, dá-se pela ausência de quatro grandes fatores que não faltaram na trajetória de Israel durante a travessia no deserto. Para muitos, apenas houve provisão de pão, água e vestimenta, porém mais do que isso, Deus estava transicionando a mentalidade de seu povo a fim de levá-los a um destino proveitoso. O fato pelo qual a geração que saiu do Egito não entrou na terra prometida, não teve a ver apenas com a questão de desobediência mas também com a mente. Ou seja, a maneira como pensavam naquele presente era resultado de como viveram no passado que impediu com que entrassem no futuro. Muitos de nós, hoje trafegamos na estrada da vida com as bagagens do passado, isso faz com que nos atrasemos pois..o peso das nossas bagagens determinam o tamanho da nossa velocidade. Como se não bastasse, nossos atrasos atrapalham quem está vindo depois de nós, tais como nossos filhos, nossa posteridade. Ainda faz com que muitos que começaram depois passem a nossa frente e cheguem primeiro onde sempre desejamos chegar, mas no trajeto nos esquecemos que: Desejo realizado é colheita no presente como resultado de semeadura no passado. Só desejar não basta(Pv 21.25).

A presença da nuvem foi para Israel um diferencial que perdura até os dias de hoje, para todo aquele que entende a necessidade de caminhar por novos rumos. Para isso necessitamos dos quatro fatores, dos quatro princípios implementados por Deus a fim de nos conduzir. São eles: A Direção, o Tempo, a Ordem, e a Mudança. Trabalharemos em cima dos seguintes temas. Na Trajetória da Nossa Vida existe: Uma Direção a ser Seguida, Um Tempo Específico a ser Vivido, Uma Ordem a ser Obedecida e Mudanças a serem Efetuadas.

Creio que serão dias de destinos redefinidos. Tenho ministrado ao povo que pastoreio que Deus trabalha em nossa transformação sobre um tripé. Ele nos Liberta do passado, a fim de nos Habilitar no presente para que sejamos Qualificados para o Futuro. Existem muitas coisas boas, coisas de Deus, nos aguardando no futuro(Jr 29.11), mas que se tivéssemos agora, nós as estragaríamos. A geração que entrou na terra precisou mudar a mente para não estragar o que recebeu. Creio que precisamos de novos direcionamentos, demarcação de novos tempos, discernimento e obediência as velhas ordens a fim de alcançarmos as mudanças necessárias. Está a fim?Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 18 de abril de 2012

NÃO LARGUE A ESPADA

[...]Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, um dos três valentes que estavam com Davi, quando desafiaram os filisteus que se haviam reunido para a peleja, enquanto os homens de Israel se retiravam.

Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada; e naquele dia o Senhor operou um grande livramento; e o povo voltou para junto de Eleazar, somente para tomar o despojo.I SM 23. 9,10

O que define a vitória ou a derrota numa guerra nem sempre é o preparo ou a habilidade de quem luta. As vezes, no último instante do jogo, aproveitando-se de uma atitude errada de seu oponente, um time vira o jogo. Assim sendo, entendemos que além de preparo e capacidade, as Atitudes definem a vitória ou a derrota. Aquilo que deixamos de fazer ou aquilo que fizemos poderão destacar ou destruir todo o tempo de preparo. No meio das nossas pelejas, pequenas atitudes são tão importantes quanto as grandes. Se abrimos mão de princípios, poderemos ser derrotados, se desistimos porque nos sentimos sozinhos na peleja o projeto será frustrado, se nosso cansaço se tornar mais forte do que a causa que defendemos nos tornamos medíocres.É exatamente isso que podemos aprender com a vida e luta de Eleazar, esse valente guerreiro de Davi que diante de um desafio aproveitou a oportunidade do tempo para escrever seu nome na história. Este notável valente não abandonou a causa apesar de ter sido abandonado, não permitiu que o inevitável cansaço o paralisasse, pois possivelmente entendeu que cansaço não significa destruição.Porém de todas as atitudes de Eleazar, a que mais me chama a atenção é que mesmo após a batalha, a espada continuou na sua mão. Ela esteve presente antes, durante e depois. O guerreiro na Largou a Espada. Pelo contrário, ela é quem ficou apegada a sua mão como resultado do muito uso. Aleluia. A Espada é símbolo inequívoco da Palavra de Deus. E nesta é que encontramos os princípios específicos e fundamentais que definirão nossas conquistas, pois cada conquista específica exigirá a obediência a um princípio também específico(Jo 15.7).Quantas vezes em meio as lutas abrimos mão de princípios espirituais que definiriam a vitória, uma vez que fossem inquestionavelmente obedecidos(Js 1.8)? Quantas vezes no calor da batalha vemos pessoas abrindo mão de valores morais já que se cansaram de serem honestas enquanto os desonestos estão...” se dando bem”?

Entendo que não é apenas a conquista do que queremos que se torna importante nas batalhas da vida, mas também aquilo em que nos tornamos depois dela.Pior do que não conquistarmos aquilo que desejamos é nos tornar aquilo que jamais deveríamos ser. Ou seja a Espada deve estar presente antes, pois ninguem parte para uma guerra desarmado; Durante, pois ninguem se sustenta na guerra sem uma arma. E depois pois é a presença da espada que denuncia quem foi o vitorioso. Derrotados não retornam para casa porque se tornaram propriedade de quem os derrotou. Derrotados possuem as mão vazias porque na batalha, abriram mão da espada por causa da opressão das circunstâncias e pela força do opositor. Já os vitoriosos colocam a espada acima de suas cabeças para mostrarem que foi por causa de tal instrumento que chegaram onde estão. Eu ceio que estamos sendo chamados a nos tornarmos os “Eleazares” de Deus neste tempo onde muitos abandonaram a peleja diante do desafio dos Filisteus. Que abriram mão do cuidado familiar, que foram embora porque os outros também foram. Se você se cansou, não desista, se já desistiu, recomece, se já recomeçou após esta leitura, aguarde a recompensa (Hb 10.35-39). Creio que somos chamados para vencer o cansaço que insiste em nos dizer que não vale a pena lutar(II Ts 3.13). Ainda que os outros apenas voltem para se aproveitar das sobras da nossa luta, como diz o texto base desta postagem. Ainda assim sabermos que nossa luta tem uma vitória e nossa vitória tem um motivo:O nome Eleazar significa: Deus Ajudou. Qualquer semelhança não será mera coincidência. Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 11 de abril de 2012

EILIKRINEIA Julgados pela Luz do Sol


Certo comprador entrou num mercado de vasos de toda espécie. Andou por toda a parte resoluto no propósito de comprar qualquer um que se encontrasse disponível. Sabia que se encontrava dentro de um ambiente hostil e cheio de enganos. O mercador, homem inescrupuloso e cheio de enganos, mantinha seus vasos na penumbra a fim de que a escuridão escondesse as rachaduras dos seus vasos, que por sua vez eram maquiados com uma cera que escondia seus profundos defeitos por dentro. Ao entrar no grande mercado de vasos, o sábio Comprador foi interrogado pelo mercador sobre qual dos vasos este estava interessado. O Comprador respondeu: -Todos, quero todos mas antes quero que sejam expostos por mim à luz do sol. Tire-os da escuridão- Mas o que é isso?- perguntou o mercador –Eilikrineia- Respondeu o Comprador – Julgados pela luz do sol, assim, os aleijões que você procurou esconder nas trevas, eu os revelo na luz. E como além de Comprador eu também sou Oleiro, irei concertar todos quantos comprar. Infelizmente alguns daqueles vasos estavam distantes de mais para serem alcançados pelas mãos do Comprador, mas felizmente muitos deles se achavam ao alcance.Deste jeito, foram levados e tratados tornando-se propriedade daquele que os comprou e concertou.
A ilustração acima retrata uma realidade espiritual acerca da vida de cada um de nós. Todos nós, um dia fomos uma mercadoria danificada no mercado da vida e que de forma voluntária ou compulsória tínhamos nossas rachaduras escondidas na escuridão. Transitamos no meio de muita gente que no grande mercado da vida necessita de sinceridade para admitir suas rachaduras existenciais, suas fissuras na alma e seus arranhões familiares.
Eilikrineia é a palavra grega de onde se origina o termo Sinceridade. O grego que é a língua do Novo Testamento, traduz Eilikrineia como Sincero, o que significa dizer que para Deus, Sinceridade não significa simplesmente a capacidade de se dizer aquilo que se pensa. Há muita gente por aí que se diz sincera, mas que não passa na verdade, de mal educada e na melhor das hipóteses, sem sabedoria, pois julga que a sinceridade se revela no fato de falar o que pensa. Não é assim que a Bíblia ensina, pois Eilikrineia(Sincero) significa: Julgados pela luz do sol. Assim sendo, para Deus, quem é sincero é aquele que se deixou alcançar pela luz da sua Palavra e que uma vez encontradas suas rachaduras, compreende que esta descoberta não é para vergonha e sim para concerto. Jesus é o Comprador Oleiro que na se escandaliza com vaso rachado desde que este não esteja disposto a permanecer na penumbra mas que sinceramente se deixe tratar. Ah! como estamos carentes de mais gente sincera. Como necessitamos de igrejas sinceras, casamentos sinceros, pais sinceros e filhos também sinceros.Que nossos lares sejam ambientes formadores de Eilikrineia, que nossos púlpitos sejam plataformas de onde se possa saquear o mercado da vida a fim de que os vasos rachados se transformem em vasos de honra, sem cera, sinceros.Creio nesta possibilidade por isso escrevo. Creio que cada palavra revelada e profética é um fogo abrasador que nos tira das trevas da hipocrisia e que nos compra das mãos do inescrupuloso mercador e nos faz ser propriedade exclusiva daquele que com sua morte e ressurreição, já invadiu tal mercado dando como moeda, seu próprio sangue. Jesus. Creio que a partir desta leitura, poderemos descobrir um pouco mais de nossas rachaduras emocionais, espirituais, morais, mentais e escolhermos a exposição ao Sol da Justiça, ao invés de permanecermos na escuridão do mercado do engano. Creio ainda, que este artigo servirá para nos posicionar melhor, caso sejamos sinceros o suficiente para admitirmos que pertencemos a um mercado de obscuridade onde tememos que alguém descubra nossas rachaduras tão bem maquiadas.Creio assim que este novo posicionamento viabilizará um livre acesso do Comprador até nós. Eu creio e você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim.

[...]TORNOU A FAZER DELE OUTRO VASO, SEGUNDO BEM LHE PARECEU(JR 18.4 )

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DEUS ESTÁ TE DANDO CORDAS. SAIBA USÁ-LAS

Creio que se Deus desse ao homem o direito de ter apenas uma coisa na vida, e com ela tivesse que construir sua própria história e definir seu destino, essa coisa para mim, creio, seria a corda. Cordas são objetos que nos acompanham em toda trajetória. Desde criança elas estão presentes em nosso cotidiano. Com elas brincamos de pular, com elas nos exercitamos, com elas nos balançamos em árvores e tudo mais que a criatividade infantil possa imaginar. Todavia, ao crescermos elas não nos deixam, embora não as vejamos. Elas estão presentes salvando vidas ou matando; puxando para cima, as vezes para baixo. Cordas são usadas para salvar ou para enforcar, para bater ou para brincar. Pendure uma corda na árvore e ela lhe dará uma forca. Pendure outra na mesma árvore e ela lhe dará um agradável balanço. Dê um nó na ponta de uma corda e ela lhe dará um instrumento de salvação a fim de que não escorregue para o abismo, aquele que a segura. Dê esta mesma corda com nó na ponta a uma outra pessoa e ela poderá fazer disso, um instrumento de tortura.
Nossas cordas são representadas por nossas Atitudes,nossas Decisões, nosso Tempo e nossas Oportunidades.
  Nossas Atitudes representam nossas Cordas quando o resultado delas matou ou promoveu vida. Alegrou ou promoveu tortura em alguém, quem sabe em nós mesmos. 
  Nossas Decisões representam nossas Cordas quando elas nos levam para cima e conosco, muitos dos que vivem na jurisdição da nossa existência. Ou então, nos puxam para baixo fazendo com que a reboque, muitos como nossas famílias e amigos, caiam no mesmo abismo em que nos encontramos. 
  Nosso Tempo representa nossas Cordas quando o usamos como instrumento para escalar os montes íngremes da vida e superar os desafios e obstáculos que tentam impedir a construção do nosso futuro. Ou então o deixamos passar e permanecemos amarrados no presente como resultado de um aprisionamento do passado. 
  Nossas Oportunidades representam nossas Cordas quando as usamos como instrumento de conexão e não como cabo de guerra.Ou então quando não damos o nó certo e firme a fim de não deixarmos escapar aquilo que poderá nunca mais voltar.
  Como você está usando a sua Corda? O que poderíamos dizer hoje acerca da nossa Corda? Talvez pudéssemos dizer que estamos com ela no pescoço devido a uma situação que não conseguimos resolver. Talvez disséssemos que estamos na Corda bamba devido a uma instabilidade onde temos que tomar uma decisão. Em fim, cada um têm a corda que resolveu usar.
A Bíblia está repleta de casos com Cordas. O mais clássico deles é o de Judas. O apóstolo que decidiu se enforcar depois de jogar fora a oportunidade de andar com Cristo( Mt 27.5). Já o Apóstolo Paulo foi salvo por uma Corda, descendo de um muro para escapar da morte(At 9.25). Dois apóstolos, duas cordas dois destinos. Aitofel, conselheiro do Rei Davi, homem cuja a palavra era uma representação do conselho de Deus, usou a Corda para enforcar-se após ter tomado a atitude de trocar de reino( ISm 17.23). Já o Profeta Jeremias soube aproveitar a oportunidade da Corda que o africano Ebede-Meleque jogou para ele quando estava no fundo do poço, a fim de que pudesse subir para a vida( Jr 38.11). Dois intérpretes da voz de Deus, duas cordas, dois destinos.
Creio que na vida usamos nossas cordas para salvar ou matar, fazer subir para a vida ou descer para a morte. Creio que neste exato momento você que chegou ao fim da leitura desta postagem, está com uma Corda na mão.Há Cordas dentro da sua casa, dentro do seu casamento, dentro da sua igreja. Há Cordas em sua vida. Creio que a partir de hoje você será mais prudente e não usará sua Corda para construir forcas, instrumentos de tortura ou para amarrar seu futuro negligenciando o tempo presente. Mas creio que a partir de hoje que você construirá instrumentos de escaladas, tal qual a Ebede-Meleque que puxou a voz profética para perto de si com sua Corda. Ou usará a sua Corda, tal qual os discípulos de Paulo que enviaram para outros territórios a voz apostólica fazendo com que a voz de Deus chegasse mais longe. Você crê?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

sábado, 24 de março de 2012

KRONOS E KAIRÓS. NÃO NEGLIGENCIE O TEMPO;NÃO PERCA AS OPORTUNIDADES



“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva”( Ts 5.1)
Muito do que temos, do que somos, do que ganhamos ou perdemos, está intimamente relacionado a esses dois grandes fatores da vida: O Tempo e as Oportunidades. Todo ser humano nasceu num tempo determinado vive um período de tempo determinado. Davi disse:”....no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles” (Sl 139.16) Cada dia que vivemos é um tempo determinado e com um propósito definido e como tal possui início meio e fim e nisso aprendemos que, de acordo como ensina a Bíblia, a qualidade e duração deste Tempo tem a ver como o Modo como o vivemos(Ec 8.5). Não nascemos como obra do acaso, não fomos concebidos como um mero ajuntamento entre um espermatozoide e um óvulo. Nascemos num tempo determinado por Deus a fim de cumprirmos um propósito definido. “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”.(Ec 3.1).Que Tempo você está vivendo neste exato momento? Bom?Ruim?De lutas e conquistas? Ou guerras e derrotas? Qualquer que seja sua resposta,considere tudo o que escrevi acima, porque preciso considerar com você o segundo grande fator que define uma história de perdas ou conquistas, vitórias ou derrotas.Estou falando das Oportunidades. Considere isto: Todo Tempo Determinado possui uma Oportunidade Específica e toda Oportunidade Específica possui um Tempo Determinado para que seja aproveitada. O Tempo que você está vivendo agora é oportuno para alguma coisa específica que está relacionada a situação que você está vivendo. Israel estava em guerra e sofria humilhações neste Tempo. Davi viu nele a Oportunidade de glorificar a Deus,abençoar sua família e formar a sua.(I Sm 17.25-27); Josafá num Tempo de crise aproveitou a Oportunidade para buscar ao Senhor e jejuar(IICr20.3);Jeremias, num tempo de calamidade entendeu que era uma Oportunidade para ficar calado(Lm 3.28). Que Tempo você está vivendo neste exato momento? Ele trás consigo uma Oportunidade Específica. Todavia não se esqueça que esta Oportunidade exige que seja aproveitada num Tempo determinado. Toda pessoa que negligencia o Tempo, despreza as Oportunidades e toda Oportunidade perdida traumatiza-nos. Quantas pessoas você conhece que se lamenta por não ter feito determinadas coisas no tempo oportuno e que agora já não é mais possível realizar? Conheço mulheres que até hoje se lamentam de não terem realizado o sonho de se casarem de véu e grinalda. Conheço filhos que perderam a oportunidade de beijarem e abraçarem seus pais e agora já não dá mais pois estes partiram para a eternidade. Conheço pais que no tempo determinado, não abraçaram e dialogaram com seus filhos e agora o coração e a mente deles tornaram-se inalcançáveis. Não negligencie o Tempo; não perca as Oportunidades. Deus está adestrando em você enquanto reflete nesta postagem. O Tempo que passou levou consigo as velhas oportunidades mas o que você está vivendo agora está repleto de Oportunidades novas. No texto que nos serviu de base, há duas expressões gregas para Tempo e Oportunidade. São elas: Kronos(Tempos) e Kairós(Épocas). O primeiro, refere-se a um período dado por Deus a nós e que está diretamente ligado a nossa administração, estilo de vida e escolhas que fazemos dentro dele. Já o termo Kairós, refere-se a uma oportunidade gerada por Deus e que, independe do tempo que estivermos vivendo. O que estou querendo dizer é que Dentro do Kronos( Tempo do homem), Deus é capaz de criar um Kairós(Oportunidade Divina) a fim de que muito além dos sonhos humanos, se realize o propósito divino. Cabe-nos portanto pedir a Deus discernimento inteligência e sabedoria a fim de não sermos, no presente, frustrados pela oportunidades perdidas do passado. Não passe a vida se lamentando pelas perdas de Oportunidades. Ao invés disso, seja um construtor de futuro através das Oportunidades do Tempo presente. O segredo disso está no discernimento do modo como devemos viver este Tempo, pois quem descobre o modo como se deve viver o Tempo desata as Oportunidade que estão dentro dele(Ec 8.5). Você crê? Graça e Paz! Marcos Joaquim

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CONGRESSO REPARANDO OS MUROS

Neste último final de semana,13 a 15 de Janeiro, em seu primeiro compromisso do ano, fora da igreja local, estive ministrando o Congresso Reparando os Muros, na Igreja Batista Ebenézer do Gama,Brasília, pastoreada pelo meu bom amigo, Pr Cley. Neste Congresso trabalhamos princípios reparadores dos muros de proteção da Família, do Ser e da Igreja, como três fatores fundamentais a uma vida de acordo com as expectativas de Deus. Nesta ocasião tive a oportunidade de ser ministrado, antes de pregar a Palavra, de ser ministrado pelo louvor aprovado do Pr Carlinhos Félix, com quem estabeleci uma doce aliança baseada em princípios afins. Ao Senhor a Glória. Neste tempo ouvimos coisas tais como: "Toda Ordem divina é uma revelação da capacidade humana"; "Deus não nos prometeu reparar nossos muros, mas sim nos desafia a nos tornarmos reparadores deles". Eu creio e você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

FELIZ 2012 O ANO DA PERSEVERANÇA

Reparando, porém na força do vento, teve medo;e, começando a submergir, gritou:Salva-me Senhor!
Mt 14.30
Feliz 2012, o Ano da Perseverança. É debaixo desta declaração que tenho iniciado minha trajetória ministerial deste ano. Encerramos 2011 movidos no último culto do ano, o Culto da Virada, despertados por uma Palavra baseada em Mt 14.22-33, sobre o dia em que o Apóstolo Pedro e os demais discípulos, depois de uma ordem de Jesus para que atravessassem para a outra margem do mar, foram surpreendidos por uma tempestade que por pouco não levou o barco a pique. No meio, porém, da tempestade, Jesus se aproxima do barco andando sobre a tormenta mas todos pensaram ser um fantasma. Pedro, tomado de uma ousadia diz ao Mestre que se fosse realmente Ele, que o mandasse andar sobre as águas. Ao obedecer este comando, o apóstolo começa a andar de modo sobrenatural, mas de repente ao atentar na força dos ventos, começou afundar.
Nesta noite memorável desfrutamos de muitos princípios espirituais que formam uma pessoa perseverante. Quero compartilhar aqui estes princípios, todavia, perceba apesar da ordem de Jesus a tempestade sobreveio. Isso significa que estar debaixo de uma ordem divina não significa a anulação das adversidades( O vento era contrário). As vezes entendemos estar dentro de um projeto humano mas as crises que sacolejam nossos "barcos" nos fazem duvidar da Ordem fazendo com que não consigamos atravessar para o outro lado já que a referida crise nos paralisou. Outras vezes estamos bem no meio de uma caminhada como resultado de um "Vem" de Jesus e de repente começamos a afundar e a semelhança de Pedro, afundamos, não pela força dos ventos mas sim porque perdemos a visão. Sim, não afundamos pela força de uma crise mas sim porque perdemos o foco certo. É bem neste ponto que necessitamos da palavra que regerá o ano ministerial de 2012: Perseverança. E foi neste ponto da mensagem que compartilhei os três princípios da Perseverança.
Decida não morrer afogado por aquilo que fracassou na sua trajetória.
Foi bem no meio do percurso que Pedro afundou, foi bem no meio da caminhada que seu projeto de chegar perto Mestre, fracassou, mas seu afundamento, seu fracasso , não foi motivo de sua morte. O que não deu certo no ano passado? O que foi que você começou a fazer com toda convicção e que fracassou na presença de muitos, assim como os discípulos, que do barco, observavam o antes ousado e agora náufrago apóstolo? Decida, decida que você não irá morrer afogado, decida que sua visão é quem determina seu futuro e não a força dos ventos. Decida perseverar, pois só quem persevera chega do outro lado, mas os desistentes se afogam no caminho.

Tome a Atitude de gritar em tempo oportuno.
O segundo princípio de Pedro foi o de fazer a oração mais curta da Bíblia. "Senhor salva-me". Dos doze apóstolo, Pedro foi o único a se afundar, mas resolveu não morrer isolado. Ele gritou, pediu ajuda, pediu socorro a tempo de ser atendido. Perseverantes pedem ajuda, perseverantes não se isolam, perseverantes entendem que o isolamento é o veneno dos desistentes(Pv 18.1).
Os afogamentos da vida sufocam nossos clamores e é por eles que aprendemos coisas novas e a maneira como vamos dar os próximos passos(Jr 33.3; Sl 50.1).

Resolva qualificar o nível dos seus relacionamentos
Há pessoas que são motivadoras, outras são assassinas de sonhos e destruidoras de perspectivas. As vezes uma palavra é suficiente para interceptar o trajeto. Pedro saiu sozinho do barco, afundou no meio do caminho, foi observado pelos que não caminharam com ele,mas voltou muito bem acompanhado. "Ambos subiram ao barco". Após tê-lo reerguido, Jesus o leva para o meio de discípulos e não para o meio de questionadores que ao invés de adorarem o Mestre, querem saber o motivo dos nosso naufrágio.
Resolva qualificar seus relacionamentos, pois perseverantes não são acompanhados por quem não possui o mesmo ritmo deles. Resolva caminhar com quem te motiva ou com quem se interessa pelo segredo da sua superação diante das adversidades.
Termino dizendo que o termo grego para Perseverança é Hupomone, que significa: "Permanecer debaixo". Creio que este ano precisamos de Hupomone, precisamos de Perseverança, precisamos permanecer debaixo de cada palavra profética legitimamente proferida, debaixo de cada decreto divino emitido ainda que estes confrontem as expectativas humanas. Creio que só assim chegaremos do outro lado. E ainda creio que ainda que a sua roupa esteja molhada pelos afogamentos do ano passado, elas secaram antes do final deste, porque agora você está dentro do barco Eu creio e você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A FORMAÇÃO DE UMA POSTERIDADE

E a sua posteridade será conhecida entre as nações, e os seus descendentes no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como descendência bendita do Senhor.Is 61.9

Este domingo, 18 de Dezembro foi um dia especial dentro difícil ano de 2011. Tive a honra de batizar cinco novos discípulos, na parte da tarde e a noite apresentei ao Senhor, duas belíssimas crianças, num ato profético e sacerdotal, diante da igreja e do altar. Esses dois fatos embasaram a mensagem pregada neste dia especial pois ao olhar para estas sete pessoas, cinco no batismo e duas na consagração, eu não as via apenas como uma obrigação ministerial a ser cumprida mas via nelas o cumprimento de uma vontade e de um planejamento divino. Aqueles cinco discípulos, cada um deles com suas características personalidades e sonhos eram mais do que batizandos, eram uma expectativa de Deus a fim de formarem uma posteridade que o honre na terra. Aquelas duas crianças me deram o prazer de ser participantes do início de suas histórias e ao suspendê-las diante do altar estava levantando mais do que um menino e uma menina, mas sim duas posteridades que diante dos pais continuavam suas próprias trajetórias. Isso significa que cada ser humano nascido não é um acidente de percurso ainda que sua gravidez tenha sido indesejada, ainda que sua gestação tenha sido inesperada. Nada pega a Deus de surpresa. Sim, verdadeiramente, não somos um acidente de percurso, nem se quer um mero resultado de uma colisão entre um espermatozoide e um óvulo. Somos resultado de uma intenção divina. Por isso Deus se reporta a Israel, a seu povo, dizendo que seus filhos seriam conhecido entre as nações e seus descendentes no meio dos povos, pois cada ser humano é a continuidade de uma história e, em Deus, capaz de aperfeiçoá-la.(Fp1.6). Acredito no evangelho, não apenas como regra de fé e prática mas também, como um instrumento lapidador de uma geração e que através do caráter de Cristo impregnado na vida dos que não apenas crêem mas estão Nele, formam uma posteridade de homens e mulheres saudáveis sobre a terra. Acredito deste jeito que ao pregar o evangelho não estou meramente trabalhando para encher uma igreja local, mas para ser co participante no trabalho de Deus em formar uma nova geração que contraste com a atual .

O que de mais lindo entendo neste texto é que, ter a nossa posteridade conhecida entre as nações e nossa descendência no meio dos povos, não significa necessariamente que um dia eles terão que ir ou estarem lá. Mas que suas Atitudes, Ideias e Construções poderão atravessar fronteiras e a barreira do tempo. Um homem pode passar, mas suas Atitudes, Ideias e construções permanecem depois dele. E dependo da qualidade destas três coisas, este homem será amado ou odiado; desejado ou rejeitado. Quando estive na Alemanha percebi o esforço daquela nação para apagar a memória de Hitler, pois todo nome lembra uma atitude e o ao nome deste ditador, foi uma vergonha para a nação germânica e para o mundo. Portanto o contrário também é verdadeiro, ou seja, creio que nossa posteridade será conhecida por ideias férteis e atitudes construtivas. Creio que cada pai, na qualidade de sacerdote do lar,que se dá ao trabalho de impôr suas mãos sobre seus filhos; e com a autoridade que lhes foi conferida, abençoar seu futuro, colheram o fruto deste trabalho. Creio que cada pastor, na qualidade de profeta em sua igreja e nação que não objetiva apenas um sucesso passageiro e local mas um triunfo eterno e que ultrapasse as fronteiras de sua jurisdição e por causa desta visão, trabalha na formação de uma posteridade, será levado a sério pelo céu. Creio, por isso preguei e agora escrevo. Creio que a ideia de Deus não é que sejamos um simples e opaco ajuntamento de gente dentro de um mesmo espaço mas que sejamos vistos e reconhecidos como família bendita do Senhor. Você também crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PROMOTORES DA PRESENÇA DE DEUS PARTE III ARRUME A CASA

Então todo o povo se retirou, cada um para a sua casa; e Davi voltou para abençoar a sua casa. I CR 16.43

Chegamos na terceira e última parte do nosso estudo. Assim sendo, quero que jamais que nos esqueçamos de que Deus está nos convocando nestes últimos dias que antecedem a volta de Jesus, a nos tornarmos Resgatadores da Arca, Promotores de sua Presença. Vimos como o povo de Israel viveu sem a Presença por mais de vinte anos, o que contribuiu para que as novas gerações não aprendesse,m a lidar com a Arca, ou seja a se relacionarem com Deus. Davi cumpri então dois princípios necessários a quem quer se tornar Promotor da Presença de Deus, ele Prepara o Lugar e Copia o Modelo(vide partes 1 e 2) . Após três meses da estadia da Arca na casa de Obede Edom(I Cr 13.14), Davi a trouxe para a tenda que havia preparado de acordo com o modelo dado por Deus a Moisés, mas desta vez cumpre um último princípio de quem não se conforma em ver a Presença de Deus limitada a uma casa, pois os Promotores da Presença de Deus são assim. Eles são inconformados e entendem que a Presença de Deus deve ser manifesta a todos embora nem todos queiram promovê-la mas em vez de adoradores, são admiradores, aqueles que não trazem a Arca para dentro do Lugar preparado mas ficam do lado de fora admirando a bênção na casa dos "Obedes". Davi agora entende que é preciso dar mais uma passo para que a Presença de Deus não se limite a alguns nem tampouco a um momento passageiro do culto.
Arrume a Casa
Este é o terceiro princípio do Promotores da Presença. Arrumar a Casa está relacionado a quatro perguntas que uma vez respondidas irão nortear a saúde do nosso relacionamento com Deus: De onde viemos? Como viemos? Para onde iremos? e Como Iremos? Muito do fazemos é resultado de nossas origens; a maneira como agimos está relacionada a nossa casa. É isso que quero refletir com você na primeira e na segunda pergunta. Nosso futuro e a maneira como vamos chegar está relacionado ao ponto de partida. É este entendimento que quero provocar em você com a terceira e segunda pergunta. Atente para o fato de que a Arca partiu da casa dos filisteus e lá, provocou transtornos, pois quem com Deus não sabe se relacionar, vive transtornado. Arca então, passa pela casa de Abinadabe, que aparentemente, não educa seus filhos como se trata com Deus e seus princípios. Gerou morte. Agora, a origem da Arca era diferente. Agora ela estava vindo da casa de um homem que soube como lidar com Deus através de princípios, pois a Presença de Deus na casa exige um ambiente favorável a sua permanência.Assim sendo, digo que não quero me relacionar com Deus na reunião da igreja, no culto, e não saber lidar com as contrariedades dentro de casa. Não quero dançar do lado de fora e prantear do lado de dentro. Não quero. Davi ao voltar para casa encontra a contrariedade de quem não tinha sua visão. Mical, filha de Saul estava acostumada a manter as aparências, como havia aprendido na qualidade de princesinha do papai. Saul gostava de manter as aparências, até mesmo depois de deposto, procurou mantê-la(ISm 15.30). O que Davi estava vivendo em casa não correspondia ao que estava experimentando do lado de fora dela. Por isso temos tantos filhos desajustados, mesmo quando seus pais membros de uma igreja. Eles vêem um "dançarino da Arca"do lado de fora que ri, brinca e celebra no meio do povo, mas que no a sós com os seus, com a igreja doméstica, é um fracasso. Mas antes de voltar para casa, Davi se estabelece nas duas primeiras perguntas que fiz anteriormente: "De onde estou vindo e como estou?". Faça a você mesmo estas perguntas ao sair de um culto. Digo o porquê . A coisa mais resistente diante de qualquer conflito é o propósito. A Bíblia diz que o propósito de Davi era voltar para casa a fim de abençoá-la e não transtorná-la(ICr 16.43). No Reino de Deus nossas contribuições não resultados de condições, mas sim de um propósito(Cada um contribua segundo propôs no seu coração II Co 9.7). Isto significa que aquilo que precisamos fazer, não acontecerá como resultado de nossa própria capacidade mas sim como resultado do propósito que temos. Deus lhe dará condições de lidar com as contrariedades da sua casa quando seu propósito se tornar mas forte do que sua condição. Creio que você se tornará um Promotor da Presença de Deus em sua casa ainda que as condições não sejam favoráveis, pois Deus vê o propósito e não a circunstância. Creio que somos capazes de levarmos a nossa casa para o culto mas também de levarmos o culto para dentro de casa. Creio que posso continuar cultuando mesmo quando a bênção já tenha sido impetrada, creio que mesmo quando as luzes do templo se apagam a minha lâmpada possa ficar acesa. Creio que nosso culto não acaba na porta do templo, creio que ele pode atravessar as fronteiras da nossa casa, tornando nosso solo em território sagrado. Creio que os Promotores da Presença de Deus tem como maior clientela de seu trabalho, os de dentro de sua casa.Por isso, conserte a sua casa. Eu creio e você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PROMOTORES DA PRESENÇA DE DEUS PARTE II COPIE O MODELO

“Santificaram-se, pois, os sacerdotes e os levitas para fazerem subir a arca do Senhor Deus de Israel.

E os levitas trouxeram a arca de Deus sobre os seus ombros, pelos varais que nela havia, como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor.” I Cr 15.14,15

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Na primeira parte deste estudo, falamos da necessidade de Prepararmos o Lugar, para o resgate da Arca, para o retorno da Presença de Deus em nossos ajuntamentos. Aqui, vamos continuar nesta trajectória, a semelhança de Davi que após ter preparado o lugar para a Arca, lança mão do segundo princípio necessário para a Restauração da Presença e que faz parte da atitude de todo aquele que se voluntariou a se tornar um Promotor da Presença e não meramente um assistente de culto. Davi entendeu que somos capazes de oferecer a Deus um culto alegre, porém vazio de princípio (ICr13.8). Ele entendeu que é possível cultuarmos a Deus, indiferentes ao fato de que para Deus , mais importante do que aquilo que oferecemos, é como oferecemos, pois o interesse maior de Deus não é a oferta, mas sim o ofertante. Antes da morte de Uzá, em pleno culto animado, tanto o Pastor Davi, quanto a igreja que o acompanhava, importaram-se muito mais com a performance do que com o modo. Assim sendo, não importava o como e sim o que. A semelhança de nossos dias, onde o fazer tornou-se mais importante do que o ser, porque ignoramos que é a essência do ser que define a qualidade daquilo que fazemos. Ou seja, o que sou define o que faço, deste modo, se sou negligente, ignoro princípios, se sou indiferente, me importo com que você tem e não com quem você é. Por isso o Pastor Davi foi indiferente aos ombros levitas, já que possuía um carro novo. Afinal de contas, quem precisa de um músico consagrado se os instrumentos são de última geração? Porque exigir que eles se santifiquem, jejuem e cheguem, cedo, antes do culto começar, não para afinar os instrumentos, mas para Prepararem o Lugar em oração? Para que? Afinal de contas eles tocam tão bem! São tão habilidosos! Ah Pastor Davi! Esqueceu-se que Uzá e Aiô, apesar de serem filhos de sacerdote, filhos de Abinadabe, negligenciaram os vinte anos da presença da Arca em sua casa. Um pecou sendo irreverente tocando na Arca. O outro foi indiferente, por não se pronunciar pedindo ao rei que não os trocasse por carroças. Sem contar com a negligência do pai, que durante vinte anos não destilou na vida de seus dois filhos que mais importante do que sentir a presença de Deus é a maneira como nos relacionamos com ela. Ah como estamos vivendo coisas semelhantes em nossos dias, como vivemos em plenos dias de negligência sacerdotal e indiferença pastoral, onde não se percebe que Bíblia na mão não é o mesmo que a Palavra no coração, onde os pais, os"abinadabes" dos tempos modernos, não aproveitam a oportunidade que possuem para despertarem seus "Aiôs" e curá-los da indiferença. Para corrigirem seus "Uzás" a fim de livrá- los da morte por irreverência aos princípios( ISm 7.1,2;ICr 13.7) Tudo isso foi resultado da atitude de um povo que se acostumou a viver sem a Presença da Arca e assim sendo, enveredou-se por um estilo de vida e de culto diferente do aceitável por Deus, porque mais importante do que aquilo que oferecemos a Deus, é aquilo que Deus aceita. Com esta convicção o Pastor Davi observa o segundo princípio para que sejamos Promotores da Presença de Deus.
Copie o Modelo
Depois de Prepararmos o Lugar, precisamos entender que todo culto prestado a Deus precisa referendar-se num modelo. Isto significa que aquilo que a Deus ofertamos não pode ser resultado daquilo que entendemos ser o melhor ou mero resultado daquilo que pensamos ser o máximo de nossas possibilidades. Deus è quem tem o padrão de excelência. Davi deixou o modelo de Deus dado a Moisés, para estabelecer uma norma de conduta de acordo com o modelo filisteu de conduzir a Arca(Ex 25.9-14; ISm 6.8). Os filisteus carregaram a Arca em carros por não haver entre eles, levitas e onde não há pessoas devidamente separadas, as coisas, as carroças, assumem lugar de destaque. Temo que um dos maiores motivos de termos cultos tão distantes da Arca está na desobediência ao padrão de Deus,ao nosso estilo próprio e pessoal de ser. Acredito que nossa maneira particular de decidir o que vamos ofertar, levou a Arca embora. Muita gente não sabe, mas muito do comportamento moral e social que temos hoje, é resultado de modelos importados e copiados de fora e de muito tempo atrás. Assim sendo o que vestimos o que falamos e que abraçamos como estilo de vida está intimamente relacionado com uma norma padrão copiado de alguém. Fala-se muito, hoje em dia, de igrejas que estão "veterotestamentalizando" seus cultos, onde o shofar é tocado, festas judaicas resgatadas e deste jeito,essas igrejas, de acordo com os críticos, estão judaizando o cristianismo. No entanto muito destes críticos não se importam se suas ovelhas se trajam com as artistas de novela esbanjando sensualidade e nem se suas festas estao mais para Roma do que para Jerusalém; mais para "arraiá" junino do que para arraial do povo de Deus. Pois lá rola de tudo, desde qualquer tipo de música, até qualquer tipo de bebida. Uma espécie de igreja multicolorida, onde se faz um pouquinho de tudo para se agradar a todos. São da geração de Davi e Abinadabe antes da morte de Uzá em pleno culto. O importante é se alegrar, o resto não importa. Afinal de contas, que modelo de igreja é este? Alguém me ensina?
Abinadabe, não foi modelo para seus filhos, Davi não preservou o modelo mas a tempo o recuperou a fim de a Arca retorna-se. Promotores são assim, não são os atores principais mas trabalham a fim de que o evento aconteça e O Principal apareça. Creio num tempo de promotores da Presença de Deus, creio num tempo onde pais se tornarão modelos para seus filhos e estes digam ''quero ser como este homem''; Creio em uma igreja sedenta pela Arca, inconformada e que tenha em seu pastor, um modelo a ser copiado. Creio em uma igreja cuja a proposta de vida seja de tal forma excelente que esta sociedade carente de referenciais e cheia de modelos vazios, olhe para nós,a fim de que possam se levantar e andar(At 3.4).
Creio, por isso convoco você através desta postagem a se alistar neste exército de promotores da Presença de Deus e que seu modelo de vida seja de Jerusalém e não da Filistia, não de Roma não de Babilônia, não do mundo. Que esta geração de meninos e meninas que nunca viram a Arca, nunca sentiram e, muito menos, se relacionaram com a Presença de Deus, saiba que ela existe e que olhando para o nosso modelo de vida, não tenha nenhuma duvida disso. Em fim, creio numa geração de pastores e profetas, cujo o principal anelo ministerial, não seja o aumento quantitativo de seu rebanho e consequentemente de seus bens, mas sim de um ardente desejo de serem uma representação expressa de Jesus na terra, através do modelo de sua conduta(IJo 2.6). Creio que preciso também ser um desses.
Eu creio e você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

sábado, 3 de dezembro de 2011

PROMOTORES DA PRESENÇA DE DEUS PARTE I PREPARE O LUGAR

"Levaram a arca de Deus sobre um carro novo, tirando-a da casa de Abinadabe; e Uzá e Aiô guiavam o carro.
Davi e todo o Israel alegravam-se perante Deus com todas as suas forças, cantando e tocando harpas, alaúdes, tamboris, címbalos e trombetas.
Quando chegaram a eira de Quidom, Uzá estendeu a mão para segurar a arca, porque os bois tropeçavam.
Então se acendeu a ira do Senhor contra Uzá, e o Senhor o feriu por ter estendido a mão à arca; e ele morreu ali perante Deus.
E Davi se encheu de desgosto porque o Senhor havia irrompido contra Uzá; pelo que chamou aquele lugar Pérez-Uzá, como se chama até o dia de hoje."....
... "Então disse Davi: Ninguém deve levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o Senhor os elegeu para levarem a arca de Deus, e para o servirem para sempre..." Convocou, pois, Davi todo o Israel a Jerusalém, para fazer subir a arca do Senhor ao seu lugar, que lhe tinha preparado...

..."E os levitas trouxeram a arca de Deus sobre os seus ombros, pelos varais que nela havia, como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor." I Sm 13.7-11; 15.2,3,4,15

Pelo que temos substituído a Presença de Deus, quando nos reunimos para cultuá-lo? O que é mais importante do que sentir a Presença de Deus? Em tempos de tanto esvaziamento espiritual como este, como trazer de volta a Presença de Deus? Por que consideramos “culto abençoado”, apenas ao que acontece no domingo a noite e desaparece na segunda feira? Procuro nesta postagem, responder a estas perguntas que fervem dentro da minha própria alma. Os textos bíblicos acima nos dão uma ampla visão da importância da Presença de Deus e a nossa postura com relação a ela. A semelhança de nossos tempos, Israel passava por um período de esvaziamento espiritual por causa da ausência da Arca, símbolo da Presença do Eterno. Vinte anos e sete meses se passaram e isso foi o suficiente para que Israel, liderado por Davi perdesse o modelo certo de como devemos cultuar a Deus( I Sm 6.1; 7.2). Davi e a igreja que pastoreava acostumaram-se a cultuar sem a Presença de tal modo que substituíram pessoas por coisas, velhos sacerdotes por carros novos. Ah pastor Davi! Que feriu o princípio do modelo israelita dado por Moisés, para substituí-lo pelo modelo filisteu, de cultuar. O culto filisteu cultua com coisas, mas o culto de Israel é com gente. O culto filisteu é feito para que um problema seja resolvido, já o de Israel para celebrar o Eterno pelo fato Dele estar presente(6.7-12). O que mais me deixa estarrecido nisto tudo é que muitos moradores de Bete Semes, morreram por que olharam para dentro da Arca. O que, para mim, sinaliza que curiosidade desrespeitosa mata, pois aqueles homens não se aproximaram da Arca pela sublimidade da Presença de Deus, mas sim pelo interesse egoísta em descobrir o que ela continha, e que satisfizesse seus próprios desejos . Uma triste coincidência com os dias atuais, onde muitos estão “buscando” Deus por aquilo que ele tem e não por quem Ele é.Temo que a semelhança da geração de Davi, estejamos tentados a carregar a Presença em carros novos em vez de resgatá-la nos ombros da responsabilidade(I Cr 15.15). Uma geração que ficou vinte anos sem a Presença de Deus e que possivelmente acostumou-se a viver com este vazio e aquilo com o qual nos acostumamos, nos conduz a agir sem refletir. Tenho dito aos meus filhos, um de dezenove anos e o outro de dezesseis, que eles fazem parte de uma geração que não viu muita coisa da manifestação da Presença de Deus de vinte anos atrás. Assim como muitas jovens e adolescentes, no tempo de Davi, que ao nascerem , a Arca da Aliança já não estava presente, por isso, devem ter achado o culto na “carroça”, o máximo. Digo sempre aos meus filhos, bem como aos que pastoreio, que , mais do que sentir a Presença de Deus é preciso atraí-la a fim de que ela não se limite a um domingo a noite mas que permaneça sobre nós modificando nossa conduta e qualificando nosso modelo de vida. Creio que a razão de tanta frieza e morte espiritual dá-se pela presença de gente com coração de Uzá que ao invés de dançar com o Rei, está preocupado com o tropeço dos bois(ICr 13.9). Por isso estamos vendo gente saindo morta como entrou, quando deveria sair viva pelo que recebeu dentro. Todavia, o erro do Pastor Davi, não foi maior do que sua nobreza em aprender com ele. Aprender a tomar atitudes certas a partir de seus próprios erros é prerrogativa de qualquer líder que têm pacto com a excelência. Davi resolve não apenas sentir a Presença de Deus, mas se tornar um promotor dela e para isso tomou três atitudes dignas de ser copiadas, as quais não só passo a relatar, como também sugerir como princípios fundamentais para que nossos cultos não sejam meros exercícios de euforias, porém vazios e sem vida.Nesta postagem tratarei apenas da primeira como início de nossa trajetória para o resgate da Arca.

Prepare o Lugar

O primeiro princípio observado por Davi foi o Princípio do Preparo, isto é, ele entendeu que qualidade do solo define o destino da semente, assim sendo entendemos que a manifestação de Deus acontece em solo preparado, em ambiente exclusivamente dedicado( ICr 15.1). Quantas vezes estamos reunidos, cantando sobre a presença de Deus mas há uma desordem instalada no ambiente. Uns conversam sobre o resultado do jogo, outros estão comendo seu lanchinho enquanto “cultuam”, outros estão atendendo celular, sem contar com as crianças que copiam este modelo filisteu de ser, o modelo da “carroça”(ISm 6.10). Prepare o lugar, esvazie-o da soberba,da desordem da auto suficiência, da maneira pessoal de ser, da negligência e da indiferença. Atletas se preparam para disputar, cama se prepara para dormir, pessoas se preparam para casar, ambiente se prepara para receber a Arca, Jesus subiu a fim de nos preparar lugar(Jo 14.2), quando Deus criou o homem, tudo já estava preparado para recebê-lo. Creio que uma das razões que irá trazer a Arca de volta está no coração que se preparou exclusivamente para Deus e Deus gosta de exclusividade. Quantas pessoas você conhece que passa um tempo em oração antes de se dirigir ao local de culto, onde a igreja se reúne? Quantas igrejas conhecemos que separa um período de oração exclusiva pelo culto a ser oferecido e não apenas uma breve oração inicial? Aliás, alguém viu por ai a Dona Reunião de Oração? Davi entendeu que sem o local preparado seria ajuntamento sem avivamento, seria arca sem presença, seria coisa sem vida, seria pessoas presente mas seria Deus ausente. Creio que este primeiro princípio, aqui estudado serve como ponto de despertamento para nos tornarmos promotores do retorno da Arca; creio que somos a geração pós vinte anos e sete meses, creio que somos a geração que aprende com os erros e que não se conforma com o culto da “carroça”. Creio que não fomos chamados para nos acostumarmos com a ausência de Deus, nem permitir que a geração dos nossos jovens a semelhança dos efésios dos tempos do apóstolo Paulo, nem sequer saiba que há Espírito(At 19.2) Eu creio e você?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

OUVIDO NO PEITO OU PÃO NA BOCA? QUAL É SUA ESCOLHA?

Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. Então os discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia. Ora, estava ali conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava;a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo-lhe:Pergunta a quem ele se refere. Então aquele discípulo, reclinado-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe:Senhor, quem é? Respondeu-lhe Jesus:É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado.
João 13.21-26

Quero começar esta postagem com a seguinte pergunta: Qual é a sua posição no Reino de Deus?Desde do ano passado tenho me ocupado em ensinar a igreja sobre a importância de descobrirmos quem somos e onde estamos, com relação ao Projeto de Deus. Nisto, temos compartilhado que, em seu ministério terreno, Jesus andava cercado por três tipos de pessoas: As Multidões, os Religiosos e os Discípulos. As Multidões viviam a procura de milagres ou qualquer coisa que aliviasse suas crises e doenças; quanto aos Religiosos estavam em busca de uma efervescente discussão e debates inúteis que nunca modificavam suas próprias vidas. A estes Jesus confrontava com a Palavra, pois é assim que se trata esta doença chamada religiosidade, que nos permite conhecer Deus sem, todavia, experimentá-lo. Religioso é assim, fala do que aprendeu mas não sabe falar do que nunca experimentou(Mt 23.4,27). Quanto as Multidões, Jesus as tratava com amor, lhes ensinava e as curavam. Voltavam para suas casas com suas bençãos, todavia sem a companhia do Abençoador( Qualquer semelhança, Não é mera coincidência). Já os Discípulos não, estes voltavam com Jesus para casa e era lá que o culto continuava, já que culto não é uma simples reunião e sim um contínuo estilo de vida(Mc 4.10). Há no entanto, que se entender que existem discípulos e discípulos, isto é, discípulos que estão longe, discípulos que estão perto e discípulos que estão perto mas seus interesses estão longe, distantes do propósito do Mestre. Posicionados a mesa com Jesus, na noite da última ceia estavam seus doze discípulos, Jesus solta uma "bomba"revelando que um deles era um traidor, um deles era infiel. Vale ressaltar que o sentido precípuo de uma pessoa Infiel não é apenas aquela que não trai e sim aquela que não é digna de Confiança. Judas não era apenas um traidor, mas também indigno de confiança( Precisamos analisar se realmente somos fieis). Pedro, de longe, pede a João, o aconchegado ao peito do Mestre, para que o pergunte quem era, pois quem está distante não tem direito a revelação é e incapaz de compreendê-la devido a distância ,pela posição que escolheu na mesa do banquete. Mas não basta estar perto é preciso estar dentro. Judas estava tão próximo que recebe o pão na boca, sinal revelado por Jesus a João pelo qual o traidor seria denunciado(Jo 13.26), porém seu coração era de fora, tanto que ao receber o pão e tendo o diabo entrado nele, pois quem por Deus não é ocupado torna-se invadido por aquele, sai no meio das trevas, que por sua vez é símbolo da ignorância e território diabólico(Jo 13.30). Chego então a uma conclusão: Não quero ser como Judas que participa do banquete, recebe pão na boca mas caminha nas trevas. Não quero ser como um traidor que está perto mas não está dentro, que está visível mas que não é digno de confiança. Que come do que o Mestre da, recebe o que o Mestre tem mas não se torna no que o Mestre quer. Não quero ser como Judas que teve sua morte como resultado do seu próprio desejo. Não quero ser como Judas cujos os relacionamentos com pessoas do lado de fora, era contrário aos princípios da aliança dos discípulos que estavam do lado de dentro, ao lado do Mestre. Quero ser como João, que não recebeu pão na boca, mas manteve-se com o ouvido no peito de Jesus de tal maneira que foi o único que compreendeu a revelação. Os outros não entenderam(Jo 13.27-29). Só quem matêm a cabeça no peito do Mestre é capaz de ouvir as mais íntimas revelações que delinearão novos trajetos. Creio que só aqueles que decidiram abrir mão de comer o pão da traição, abdicar de seus próprios interesses e não ultrapassar a linha divisória do cenáculo onde o Mestre permanece, poderão se tornar discípulos dignos das mais excelentes revelações e não serem como os demais que vivem de suposições. Não foi em vão que o escritor do maior e mais profundo livro de revelações da Bíblia, foi o apóstolo João, o livro da Revelações, o livro do Apocalipse.

Eu creio e você?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim