TRADUTOR

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

OS TRÊS NOMES DA NOSSA PERSONALIDADE

Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas(que quer dizer Pedro). Jo 1.42
É comum encontrarmos, no meio evangélico, quem seja considerado ou considere um "Pedro" todo aquele que ainda não teve sua personalidade ajustada com os princípios da Palavra. Qualquer atitude destemperada, logo dizemos"É Pedro". Com facilidade comparamos nossos aleijões de caráter aos desajuste deste respeitável apóstolos. O apóstolo cujo o caráter variava nos tons e não se via uma definição da cor de sua personalidade. Nos esquecemos, no entanto, que o aperfeiçoamento do caráter é parte preponderante do trabalho de Deus na vida daqueles que crêem( Fp 1.6) e que permanecer no erro depois do conhecimento da verdade inviabiliza o trabalho de restauração(Hb 10.26).
Uma análise da vida de Pedro nos fará ver que o mesmo foi portador de três nomes que se relacionavam tanto com as cores de sua personalidade, quanto com as etapas de sua vida. Seu passado, presente e futuro.
Antes de ser Pedro, este discípulo efervescente chamava-se Simão, que é a abreviação de Simeão, ou como se traduz, Deus ouviu . Ao ser chamado para um padrão de vida diferente e melhor, o apóstolo não foi chamado de Pedro, por Jesus, mas sim de Cefas, que é o mesmo que Pedro, só que em hebraico, enquanto que Pedro é a designação grega de Cefas. O nome Simão é a representação do passado, das mazelas, da natureza indomável e do caráter absoluto e deformado deste homem que precisava ser domado. Todas as mazelas deste homem sempre esteve ligados aos nomes Simão e Pedro, e não a Cefas, com raras exceções. Quando Jesus avisou a ele que o diabo o requereu,o chamou de "Simão, Simão".(Lc 22.31). Ao cortar a orelha de um soldado com sua espada, foi chamado de "Simão Pedro" (Jo 18.10). Pedro, a designação grega para o seu nome é a representação do humanismo, da racionalização independente, pois assim era a forma grega de pensar. Mas, ao se converter, segundo a ordem do Mestre, passou a ser Cefas e apesar de ainda cometer alguns deslizes como tal, na maioria das vezes em que este nome era usado, revestia-se de um caráter de aperfeiçoamento.
Como Cefas, ele foi o primeiro dos doze a quem Jesus apareceu depois de ressuscitado(I Co 15.5); foi procurado por Paulo, que queria conhecê-lo,depois de três anos de convertido(Gl 1.18); foi considerado coluna da igreja(Gl 2.9). Em síntese, ele não era mais o Simão sem freio do passado, nem o Pedro mais ou menos do presente. Era um Cefas, nem mundano, nem grego humanista, mas com designação hebraica de pedra, de Cefas, o nome dado no princípio pelo Mestre.
E quanto a nós? Mudanças de nome sempre estiveram presentes no trabalho transformador do caráter, na Bíblia. Nomes apontam para o caráter, pois todas as vezes que nosso nome é mencionado, nossas atitudes é que se evidenciam. Ao ouvirmos o nome de alguém, a reboque, sempre vem um sentimento de alegria ou de tristeza, de saudades ou indignação. Tudo depende das marcas das atitudes que tal pessoa deixou nas trajetórias que fez. Com isso, creio que todas as vezes que o nosso nome é pronunciado no céu, ele provoca um tipo de sentimento no coração de Deus. Qual será? Creio que depende de que nome estamos falando. Se somos um Simão desgovernado do passado, um Pedro mais ou menos no presente ou um Cefas de futuro. Creio que precisamos de novo do evangelho que converte Simão em Cefas e que não se conforma com o Pedro instável que uma hora diz que vai até o fim mas que não aguenta até que o galo cante. Creio ainda, que muitos de nós ainda somos "Pedros" piores do que Pedro, pois este ouviu o galo cantar, lembrou-se da advertência dada no princípio, pelo Mestre e se converteu em Cefas . Mas tem muitos "Pedros" que o galo já cantou mas eles continuam cortando orelhas, inclusive as suas a fim de não ouvirem. Então, finalmente, creio que precisamos relembrar as advertências do Princípio para sempre ouvirmos a voz do Cordeiro e não, de vez em quando, o cantar do galo.
Eu creio e você?
Graça e Paz!

Marcos Joaquim

terça-feira, 3 de setembro de 2013

FAMÍLIAS. NOVOS CAMINHOS VELHOS PRINCÍPIOS

Foram três dias e quatro ministrações sobre o valor da família. Um congresso que modelou, direcionou, despertou e curou famílias inteiras em Brasília. Estive na amada e querida Igreja Batista Canaã na cidade do Gama. Lá, abordamos o mais importante assunto no que tange a formação da personalidade humana. A Família. Quem pode negar que ela está pedindo socorro? Quem se atreve a dizer que o modelo de família que temos visto denuncia, para o futuro, um caos social? Quem arrisca dizer que nossa posteridade não corre risco de sofrer com a abundância das patologias sociais que temos visto nesta geração? Foi debruçado nestes questionamentos que discorri minhas pregações.
Precisamos não de idéias novas para salvar a família, mas sim de um urgente  retorno aos velhos princípios, um regresso prioritário as veredas antigas. O profeta disse precisamos de uma posteridade que edifique ruínas antigas. Isto é, uma reconstrução de valores inegociáveis que jamais deveriam ter sido destruídos pela negligência da geração de seu tempo. A geração que antecedeu o profeta Jeremias permitiu a ruína de valores antigos e desprezou os fundamentos inegociáveis. O profeta Isaías então, diz que nossa posteridade deverão erguê-las outra vez. Então, surge diante da presente geração de pais, mães, maridos e esposas, o compromisso insubstituível de prepararmos a nova geração a fim de que sejam, como diz a Bíblia, Reparadores de brechas e Restauradores de veredas.
Foi nesta essência que o congresso em Canãa discorreu. Um tempo de desafios a fim de que sejamos discipuladores de uma nova geração e não meros pais biológicos. Um tempo de propostas para que nos tornemos curados de nossas lepras comportamentais através da obediência inquestionável aos princípios da Palavra de Deus.Um tempo onde aprendemos que Os Estatutos e os Preceitos de Deus, ou seja, suas Prescrições, nos dão Sabedoria e Entendimento, nos fazendo acertar o caminho de volta. O lugar de onde nunca deveríamos ter saído.
Família, Família, amada e sofrida Família. Quem dera pudesses ser ouvida enquanto clamas: Dai-me filhos saudáveis que perpetuem meus valores. 
Creio que onde existe voz profética existe reconstrução de valores. Creio que onde existe quem não se curvou diante do modismo e modelo mundano da pós modernidade, há possibilidade de mudanças. Creio também que os tempos são difíceis, mas não foco meu labor sacerdotal na força das dificuldades, mas sim no poder das possibilidades, visto que tudo é possível ao que crê.
Creio que através desta postagem, surgirão profetas "encavernados" que resolverão sair da caverna da indiferença e verão que é preciso que se garanta na atitude do presente a edificação da família do futuro.
Creio que é possível a formação de famílias saudáveis e não de casamentos doentes que adoecem filhos. Creio no pedido de perdão, creio na liberação dele. Creio na força do diálogo, creio na oração feita pelo justo. Creio que meu objetivo através desta postagem será atingido. Levantar uma geração de inconformados com o atual modelo e que tornarão suas famílias num bem inegociável, resolvidos a não deixá-las por causa das circunstâncias.  Que ao menos pergunte pelas Veredas Antigas e qual é o bom caminho(Jr 6.16). Porque quem pergunta comprova interesse, mas desinteressados não modificam contextos. Desinteressados perpetuam o caos.
Creio na  Velha Bíblia que constrói Destinos Novos. E Você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

DIZER E FALAR

Então [...]escreveu [...] todas as palavras que [...] o SENHOR havia revelado. Jr. 36.4
Passei um longo tempo sem escrever, em função de inúmeros motivos. Um deles era a sensação de não ter o que FALAR. Até que há algumas semanas, o Senhor me deu uma palavra para compartilhar com a igreja, que muito me impactou. A diferença entre DIZER e FALAR. Com esta palavra aprendi que temos dois tipos de linguagem, a Falada que se expressa com a boca e que muitas vezes não trás consigo nenhuma edificação. E a linguagem Dita, que mesmo sem a participação da boca é capaz de mudar e construir contextos, porque é gerada no coração. Aprendemos durante esta série de mensagens que o silêncio interrompe O Falar, mas não pode vencer o Dizer. Asim sendo o Falar da boca, para ser saudável, depende de um coração sarado.Pois as vezes falamos muito mas não dizemos nada, visto que a linguagem Falada emite sons mas a linguagem Dita carrega consigo informações em suas expressões. Alguém que diz "eu te amo", mas não possui habilidade para comprovar o que falou com atitudes, Falou alguma coisa mas não Disse coisa alguma. Minhas palavras Falam,mas minhas atitudes Dizem, por isso o salmista disse:
" Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome." Sl 103.1. Ele não disse Fale bem e sim Bendiga.
 Desse modo, resolvi escrever a fim de Dizer algo que construa a quem me tem dado a honra de ler o que escrevo, mesmo que não tenha muita coisa para Falar-lhes. A semelhança do profeta Jeremias, que sendo portador de uma palavra revelada, a escreveu a fim de dar diretrizes para o futuro através de princípios a serem obedecidos no presente.
Acredito que preciso Falar menos e Dizer mais, escrever mais. Acredito que minha pregação não precisa ser tão bem elaborada na Fala se for contundente e transformadora no Dizer. Acredito que meu êxito ministerial não consiste nos "tapinhas" nos ombros, após o sermão,  pela bela Fala, mas sim nas atitudes daqueles que ouviram o que Deus disse e não, meramente o que escutaram da Fala de um pregador eloquente. Espero ter Falado pouco e Dito alguma coisa.
"A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder." I CO 2.4
Eu creio e você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

LÂMINA DE OURO NA CABEÇA E PÉS NO CHÃO

“Também farás uma lâmina de ouro puro, e nela gravarás como a gravura de um selo: SANTIDADE AO SENHOR.
...E estará sobre a testa de Arão”...  (Ex 28.36,37)

Inicio este artigo afirmando que creio piamente que todos aqueles que foram chamados por Deus para fazerem parte do seu Reino, são constituídos, por Ele, em seus sacerdotes, conforme nos diz as Escrituras (Ap 1.6; IIPe 2.9).Creio portanto que o sacerdócio da primeira Aliança era sombra da imagem real do sacerdócio da Nova Aliança, que agora vivemos. Isso, para mim significa que cada coisa do passado é uma sinalização para nossa postura no futuro. É baseado nesta visão que acredito estarmos vivendo uma “crise sacerdotal”. Uma crise onde muitos dos que se dizem partícipes do Reino ainda não adquiriram uma mentalidade sacerdotal.Lâmina de ouro na cabeça e pés no chão. Os desajustes familiares daqueles que se dizem do Reino que resulta na quebradura de relacionamentos(O sacerdote não poderia ser quebrado em nenhum membro Lv 21.17,19); paternidade descomprometida com o futuro de seus filhos (O sacerdócio era passado de pai para filho. Ex 29.29); a conivência e tolerância a tanto pecado dentro da igreja(o sacerdote não poderia ser manchado Lv 21.20)). Tudo isso me leva a enxergar uma crise na mentalidade de que somos sacerdotes. Vejo no meio eclesiástico uma inquietação por parte de alguns que  de modo ferrenho defendem que é preciso parar de pregar o Velho Testamento e começar a ensinar o Novo Testamento para o povo. Segundo estes, os que só pregam o Velho, estão judaizando a Igreja. Já os que só pregam o Velho Testamento, dizem que os pregadores exclusivamente neotestamentários, romanizaram a Igreja, pois aceitam tudo quanto é festa, desde junina à carnavalesca, mas que não se fale em shofar ou qualquer alusão à Israel, por mínima que seja. Para os pregadores veterotestamentários, prosperidade é bíblica. Já para alguns dos neotestamentários, é do diabo. Crise sacerdotal. Falta-nos, acredito, resgatar, trazer de volta a Lâmina de Ouro da cabeça e por de novo os pés no chão. Ao ser trajado para oficiar o serviço religioso, o sacerdote trazia na cabeça uma lâmina de ouro puro, mas seus pés permaneciam no chão, visto que o Senhor não autorizou nenhuma vestimenta que os cobrisse, nem se quer ordenou que fosse posto assoalho no Tabernáculo. Isso aponta para o fato de que podemos pensar com nobreza sem no entanto perder o contato com a realidade. Não creio que a prosperidade nos separe da humildade, não creio que para Deus exista diferença entre velho e novo mas sim que exista apenas uma palavra. A sua. Não creio que o novo anula o velho, mas sim que é a complementação dele. Creio que posso pregar o novo e conduzir meu ouvinte a observar o velho, creio que posso pregar o velho e conduzir meu ouvinte a enxergar Jesus no novo, apesar de estar nos dois.
Sinto, particularmente, a necessidade de ter uma mente nobre sem no entanto esquecer de onde vim e nem daqueles que de lá ainda não saíram. Temo quando vejo algumas pessoas se intitularem equilibrados como se por nosso próprio critério pudéssemos saber o que realmente significa equilíbrio.Não ouso me chamar de equilibrado mas ouso dizer que preciso de Lâmina de Ouro na cabeça e pés no chão, de ter uma mentalidade  sacerdotal para quando olhar para cima, me lembrar de ser nobre, e quando olhar para baixo, não me esquecer de ser gente. Eu creio assim e você? 
Graça e Paz!
Marcos Joaquim
  

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A DÉCIMA TERCEIRA VOLTA




“E rodearam a cidade uma vez no segundo dia, e voltaram ao arraial. Assim fizeram por seis dias. No sétimo dia levantaram-se bem de madrugada, e da mesma maneira rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodearam-na sete vezes. Js 6.14,15.”

Foi debaixo desta palavra que iniciamos o ano de 2013 na Igreja Batista Shalom. Certos de que as tribulações deste tempo presente, não hão de se comparar com a glória que há de ser revelada em  nós(Rm 8.18). No décimo terceiro ano desta década cremos que será um tempo da liberação de Deus sobre seu povo, isto é, na vida de tantos quantos estiverem contextualizados com o coração do Eterno e ávidos para cumprirem sua vontade específica para este tempo. Creio haver para este tempo, uma convocação divina para irmos além do que temos ido a fim de deixarmos a imaturidade , onde apenas damos,todos os dias,voltas no mesmo lugar. Depois de sete dias, as muralhas de Jericó caíram por terra. Antes disso Israel estava apenas rodeando uma vez ao dia durante seis consecutivos dias. Durante este período a ordem é que caminhassem calados e que gritassem apenas no sétimo onde deveriam rodear sete vezes. Isso somado perfaz um total de treze voltas e não de sete como afirmam alguns. Assim sendo, foram sete dias com treze voltas no total. Na Décima Terceira volta de Israel, Jericó caiu Foi baseado nesta visão que ministrei a igreja ,imbuído da responsabilidade profético/sacerdotal que este será um ano de três grandes legados sobre nosso povo. Cremos que em 2013 Deus promoverá:

Acessibilidade à Lugares dantes Inconquistáveis.
Ao rodear por seis dias, Israel precisou de uma mentalidade crédula de que àquilo que consideramos impossível e inacessível, como foi o caso de Jericó , torna-se em barreira combalida pelo Decreto Divino(Lc 1.37). Deus não disse a Josué que entregaria e sim que já estava entregue(Js 6.2). Ele chama a existência àquilo que ainda não existe(Rm 4.17).
Completamos sete anos de existência como igreja no ano de 2012. Chegou a hora de liberarmos o “Grito”(v 16), grito que promoverá não apenas o rompimento do silêncio de quem até hoje caminhou na obediência da orientação sacerdotal, mas promoverá nos que viviam do outro lado da muralha, o entendimento de uma linguagem que dantes não entendiam, mas que agora entenderão pois a muralha da separação, da ignorância e da inacessibilidade, caiu por terra.
Creio que 2013 é o ano em que corações antes considerados inconquistáveis, nos enxergarão de uma forma diferente, a fim de que  vejam coisas jamais vistas. Os habitantes de Jericó só viram de perto os que estavam de fora, depois de estarem dentro. Que haja uma santa invasão no coração daqueles que até hoje ainda são prisioneiros de suas próprias muralhas.

Unidade de Propósitos
Precisamos neste ano, em nossa Décima Terceira Volta, de um batismo de Unidade, de entendermos que mais do que darmos voltas em torno de um mesmo propósito, é preciso que caminhemos juntos. Minha oração é que haja em nosso meio um nível de Unidade jamais experimentado, onde entendamos que ao nos reunirmos como igreja, o fazemos a fim de derrubarmos muralhas que se interpõem entre o adorador e Aquele que deve ser adorado, entre irmão e irmão. Ao fazermos isso, precisamos voltar para nossa tendas sem as palavras de murmuração assim como Israel fez por seis dias, obedecendo a “lei do silêncio”dada pelo Senhor.(v.10, 14). Depois de rodearem voltavam para o silêncio de suas tendas, onde provavelmente faziam juntos suas refeições assentados a mesa, onde o filho perguntava ao pai quando a muralha cairia, curiosidade peculiar em qualquer criança. Provavelmente o pai respondia que deveriam esperar a vontade de Deus pois a Décima Terceira Volta não estava completa. Resposta peculiar de um pai crente e com mentalidade de educador dos princípios divinos a seus filhos. Quem sabe a mulher ao ver seu esposo retornar do sexto dia de volta, ao invés de esbravejar, atitude peculiar de quem não tem unidade de propósito, diga ao seu marido que ele pode descansar pois o lar não é um lugar de desabafos, mas sim um ambiente de restauração.
É desse jeito que acredito numa igreja e numa família que caminha na Unidade de Propósitos que retorna para casa num domingo a noite mas não permite que a expectativa dele seja sepultada na segunda feira. Acredito na família que acredita no valor do culto doméstico, na célula familiar, na refeição feita com todos a mesma mesa sem discussões, brigas, mágoas e ressentimento. Acredito que este será um ano assim não somente por causa do crê, mas também porque acredito que sete anos de caminhada não serão desprezadas aos olhos Daquele que nos convocou para derrubarmos muralhas.

Preservação de Valores Inegociáveis
Após a Décima Terceira Volta, Jericó é vencida e derrubada, porém uma família inteira foi preservada. Não era, para Deus, a casa de uma prostituta, mas sim uma família que formaria a descendência do Messias(Mt1.5-16).
Família para Deus é de valor inegociável por isso não importou para o Senhor, que Raabe foi no passado, mas sim a atitude que tomou no presente para ser o que desejava no futuro. Assim sendo pergunto à você: O que você está disposto a fazer hoje para ser aquilo que deseja ser amanhã? Talvez você tenha sofrido algumas perdas no ano de 2012, mas em 2013, você tem a oportunidade de preservar o maior dos seus valores: Sua família.
Qualquer um em Israel consideraria Raabe perdida, mas havia uma ordem celestial acerca dela. “...somente a prostituta Raabe viverá, ela e todos os que com ela estiverem em casa”. (Js 6.17)

Não posso dimensionar qual o valor que você dá à sua família, nem qual a visão que têm acerca dela, mas posso afirmar que há uma ordem de preservação para ela, ainda que você não veja.Creio que a maneira como enxergamos as coisas nem sempre corresponde ao modo como Deus as enxerga. Feliz 2013. Feliz Décima Terceira Volta.
Você Crê?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

terça-feira, 7 de agosto de 2012

MISSÕES. RAZÃO DE SER DA IGREJA



Certa vez, ouvi de um pregador, numa conferência missionária que participava, que se o céu é melhor do que a terra, o que ainda estamos fazendo aqui? A resposta foi: Missões. Aquilo foi para mim algo revolucionário no meu pensar acerca do papel da Igreja. Depois de oito anos de evangelho, na época, vim compreender que missões não se faz com um departamento ou conselho missionário. Entendi que não se faz Missões quando simplesmente enviamos uma quantia de dinheiro para alguém que corajosamente está no campo, na linha de frente e decidiu viver em obediência ao chamado e infelizmente, depender das lembranças e generosidade esporádica de quem acha que o chamado missionário é somente para alguns. Mais ou menos como eu pensava há vinte e um anos atrás, até que entrei naquela conferência. Romanticamente, entendia, como havia sido ensinado, que Missões se faz indo, orando e contribuindo. Assim sendo pensava que alguns deveriam dar porque tinham, outros que não tinham ”pelo menos”oravam e os demais que foram chamados que fossem. Pobre pensamento. Entendo hoje que a Igreja foi chamada para ir orar e contribuir simultaneamente, ainda que o ide seja do outro lado da calçada. Ainda que a contribuição seja quantitativamente pequena, mas qualitativamente rica, a semelhança dos macedônios que em sua estrema pobreza, insistiram em fazer parte deste projeto(II Co 8.1-3).
Aprendi nestes poucos tempos de ministério pastoral, que o sucesso da igreja local, não está na quantidade de pessoas que fazem parte do seu rol de membros, que muita das vezes está repleta de uma grande multidão faminta do Pão que não perece e vazia de discípulos que a alimente(Mt 14.16). Compreendi que qualquer estratégia de crescimento local é válida se ela nos tornar em interceptadores de destinos, se ela nos leva a interceptar a trajetória das multidões a fim de que seus destinos sejam mudados. Não acredito numa igreja que apenas informa mas não transforma. O êxito de qualquer ensino é a aprendizagem e a confirmação da aprendizagem está no comportamento. Creio que uma igreja autêntica muda destinos e redesenha futuros através da pregação local e do envolvimento com o Reino além de suas próprias fronteiras. Creio que uma igreja autêntica é politicamente comprometida mas não está envolvida politicamente. Que usa seu púlpito, não para divulgar as eleições mas sim para equipar os eleitos e difundir suas obras. Esta é a razão de ser da Igreja.Missões.
Precisamos rebuscar este ardor e parar de tentar enganar a nós mesmos quando fazemos um painel, pomos neles algumas figuras e na melhor das hipóteses promovemos um culto mensal para levantarmos uma oferta. Precisamos, acredito, de um reavivamento missionário que influencie com a cultura do céu as distorções do reino deste mundo. Ainda que não o destrua, mas a semelhança de Jesus que não destruiu o império romano mas o atordoou com a cultura do Reino, possamos assim fazer. Pare a leitura desta postagem e ore a Deus que transforme tudo quanto você possui em um instrumento interceptador de destinos. . Creio que a autenticidade do meu evangelho não se expressa pelo volume das minhas conquistas mas se revela na minha capacidade em doar tudo quanto tenho e sou, a fim de me enriquecer a medida que me esvazio. Você crê?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

FAZER MISSÕES É INTERCEPTAR TRAJETOS

LIVRA OS QUE ESTÃO DESTINADOS A MORTE PV 24.11

terça-feira, 31 de julho de 2012

ATITUDE. UM DESAFIO E UMA URGÊNCIA PARA A IGREJA


Este foi o tema do 46º Congresso de Avivamento da Convenção Batista Nacional do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Entre os dia 27 e 29 de Julho, estive na cidade de Itabirinha, que sediou o evento. Convidado pelo Pr Sidney Marcondes, presidente desta convenção, preguei em todas as noite do congresso em meio a uma multidão de congressistas que vieram de várias cidades vizinhas. Foi um tempo de conscientização para o fato de que mais do que conhecimento, precisamos de Atitude.

Vivemos num tempo onde o que não falta a igreja é conhecimento. Há bíblias de estudo para todos os gostos, seminários de capacitação em tudo quanto é lugar e livros para qualquer necessidade espiritual. Em síntese, a igreja está muito bem equipada. Falta-nos então a Atitude de transformarmos Conhecimento em Prática. Dias atrás preguei, na igreja que pastoreio, a Batista Shalom, sobre como termos nosso nome entre nobres e não entre a plebe, baseado em Pv 22.29. Meu objetivo nesta palavra foi o de despertar a igreja que chegou o tempo de resgatarmos o crédito da igreja no meio social onde vive. Que precisamos dar um basta a ideia de que a pior coisa do mundo é fazer negócios com crentes devido as práticas sujas daqueles que assim se consideram. Provoquei a igreja a crer que não existem crentes sem caráter mas sim gente sem caráter se dizendo crente. Nesta mensagem disse que todo aquele que se tornar perito em sua obra terá seu nome no meio dos nobres, como diz a Bíblia, mas que para nos tornarmos peritos, precisamos transformar conhecimento em Atitude.

Naquele congresso percorri o mesmo trajeto, provocando os congressistas a aceitarem o desafio de influenciarmos esta geração com atitudes e não com palavras sem frutos e sermões vazios que não convertem ninguém, muito menos, geram discípulos diligentes no fazer. No evento havia um número grande de pastores do norte de Minas Gerais, que também foram envolvidos nesta proposta. Foi um tempo muito especial para mim pois estive o tempo todo acompanhado por meu filho Matheus nesta viagem, que da mesma forma, foi desafiado a tomar atitudes ao invés de ser um mero ouvinte. Assim sendo, afirmo que retorno deste congresso munido de forte consciência de que viveremos tempos de um grande derramar de Deus, sobre a igreja brasileira a partir do momento que nossos discursos converterem-se em Atitudes. A partir do momento em que uma grande parte dos nossos púlpitos deixem de ser um palco de auto ajuda e se tornem em lugar de ajuda do alto. A partir do momento que prevalecer a voz profética que ensina que mas importante do que aquilo que ouvimos, é aquilo que fazemos com aquilo que ouvimos. Aliás, disse neste congresso que a Atitude verdadeiramente é uma Urgência para a igreja. Porém, mais do que isso, ela é uma Prioridade, pois tudo o que é Urgente é necessário que se faça logo, mas o que é Prioridade deve ser feito em primeiro lugar. Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

sábado, 21 de julho de 2012

BODAS DE PRATA

Dia 18 de Julho, Rani e eu completamos vinte e cinco anos de casados. Bodas de Prata. Lembro-me como se fosse hoje que ao recebermos os convites para o nosso casamento, separamos um e endereçamos ao primeiro convidado. Nele estava escrito: "Ao Senhor Todo Poderoso". Ainda o conservamos até hoje, entre os nossos documentos e papéis especiais. Ainda sem entendermos muito sobre atos proféticos, o fizemos na consciência que ao casarmos, não estávamos terminando uma etapa de namoro mas sim iniciando uma história que resultaria na construção de uma posteridade. Uma posteridade que hoje soma trinta e sete anos. Vinte anos do Lucas mais dezessete do Matheus. Nossas heranças. Filhos que não são meros resultados de uma consequência da vida de um casal, mas sim filhos planejados desejados e amados. Aproveito para dizer, depois de um quarto de século de casamento, que não escolheria outra pessoa no mundo para me casar que não fosse a Irani, minha Rani.
Ao separarmos aquele convite, expressamos a convicção de que tal história não seria possível sem que o principal convidado assumisse o papel de morador. Como convidado, o Senhor Todo Poderoso teria apenas o que déssemos a ele e, estaria no lugar em que o colocássemos. A semelhança de qualquer convidado comum. Mas como morador Ele assumiria o controle do ambiente a fim de deixá-lo a seu gosto. Confesso que isso ainda não é uma realidade total, mas que é um propósito a ser atingido. Pois acredito que aquele que em nós começou a boa obra é poderoso para completá-la.
Como tenho pregado assim tenho me esforçado para viver. Que mais importante do que convidar Jesus para fazer parte, é entregar a Ele o governo de tudo. Só assim a nossa arca não afunda nos dilúvios existenciais. Somente deste jeito nossa casa prevalece nas tempestades que descem, nos rios que sobem e nos ventos que lateralmente sopram.
Que Deus nos conceda mais vinte e cinco anos a fim de que eu possa então escrever sobre as bodas de ouro. Que Deus conceda a sua família os frutos de um casamento onde o Principal convidado se tornou Morador. Aliás, tenho uma boa notícia:
Ele ainda está aceitando convites. Ainda dá tempo. Você crê?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O SÉTIMO ANO

No sétimo ano [...] se animou entrou em aliança[...] II Cr 23.1

Debaixo deste texto, a Igreja Batista Shalom em Rio das Ostras, passou dois dias memoráveis e alusivos ao seu sétimo ano de existência. Chegou o nosso Shabat e estamos cheios de expectativas pois sabemos que no ano sabático, Deus envia uma colheita de frutos espontâneos(Ex 25.1-7). Debaixo deste mover, festejamos nosso aniversário com muita adoração, festa e comida, como é peculiar do povo de Deus em qualquer comemoração de uma vitória ou com as promessas de boas novas(Ne 8.10-12).

Tivemos a honra de receber a ministração confrontadora da Palavra pelo meu irmão e grande amigo, Ap Paulo da Batista Canaãn do Gama(DF). Fomos exortados e desafiados a conquistarmos uma nova mentalidade como estratégia irrefutável de conquista. “Quando uma ideia pré existente é mais forte do que a nova, a vida não muda.”disse o apóstolo.

Presente de Deus foram estes dias que só vieram embasar uma semeadura de Palavra de sete anos mas que necessitava de alguém que viesse regá-la a fim de que rompesse os limites da terra e se elevasse ao nível celestial. Como resultado, tenho hoje uma igreja decidida a romper com os costumes de uma igreja convencional e de programas (Como nunca o foi) e se tornar a cada dia um referencial na formação de discípulos que alimentem as multidões que virão(Como tem sido). Nossos frutos espontâneos. Você crê?

À Deus toda Glória

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

MINHAS ATITUDES NO PRESENTE, SÃO SEMENTES QUE FRUTIFICARÃO NO FUTURO

quarta-feira, 20 de junho de 2012

NÃO FOI A ROUPA QUE ENCOLHEU. OS FILHOS QUE CRESCERAM DEMAIS

“As vestes sagradas de Arão ficarão para seus filhos depois dele, para nelas serem ungidos e consagrados”. Ex 29.29

Sou totalmente convicto, de que somos chamados para sermos patriarcas em nossa história de vida, um iniciador de uma posteridade sacerdotal e que represente Deus na terra. Creio que a proposta do Evangelho para cada ser humano vai além de salvá-lo e levá-lo para o céu, mas também o capacita a iniciar uma história nova em cada uma de suas gerações. Acredito que meus filhos foram chamados para iniciarem uma posteridade saudável e debaixo de princípios espirituais divinos. Que aquilo que herdarem dos pais deverá ser transmitido aos seus filhos a fim de que através deles nossa história não seja repetida mas sim continuada e aperfeiçoada. Entendo que, como pais, somos modeladores do caráter e alfaiates da personalidade de nossos filhos, a fim de que possam usar as vestes sacerdotais que para eles passarmos. Há uma nudez em nossos dias que ultrapassa a exposição do corpo mas que revela os resultados da ausência de sacerdotes dentro lar. Nossa posteridade, nossos filhos, precisam de sacerdotes que transfiram para eles as roupas que vestiram, roupas que legitimaram sua identidade e autoridade. Quando um sacerdote morria, suas vestes deveriam ser passadas a seus filhos”(Nm 20.28), numa espécie de: “Viva como eu vivi e faça como eu fiz”. Ao morrer Arão passa a seu filho, suas vestes mas não teve autoridade para orientá-lo a seguir seus passos, o que na verdade deverá ser um alerta para cada um de nós, pais sacerdotes que estão debaixo do dever de transferirem para seus filhos suas próprias vestes. Para isso deverá adequar seus filhos para que caibam na roupa e não adequar a roupa para que caibam neles. É exatamente isso que temos nestes tempos de pós modernidade. É comum ouvirmos numa família que as roupas das crianças encolheram, tornaram-se curtas. Na verdade, foram as crianças que cresceram demais, a medida da roupa permanece a mesma. Cresceram tanto que transformaram liberdade em libertinagem; dever de obedecer em direito de responder e por ai vai.

No texto quer nos serviu de base, há duas intenções de Deus ao transferirmos as vestes sacerdotais para os filhos: A Unção e a Consagração. O propósito de Deus é que a transferência da roupagem sacerdotal como símbolo de Autoridade e Identidade dê, à nossos filhos, uma capacidade sobrenatural para fazerem coisas específicas e que sobrepuje as limitações e mazelas de sua própria natureza, através da ação do Espírito Santo na vida deles. Isto é Unção. E ainda, que sejam total e exclusivamente propriedade daquele que os criou. Até o fim. Isso é Consagração.

Convoco você a ser um sacerdote transferidor de uma roupagem para esta geração nua de valores. Convoco você a uma ação de resgate do sacerdócio familiar. Creio que a nudez da Autoridade do nosso tempo é resultado da perda da Identidade que é conferida pelas vestes sacerdotais. A embriagues de Noé provocou sua nudez dentro da própria casa e a conseqüência disso é que este fato repercutiu fora dela (Gn 10.21,22). A nudez do nosso sacerdócio dentro de casa sempre acarretará resultados fora dela. Deus nos livre da embriagues da insensatez. Mas também creio que ainda dá tempo, que ainda há uma geração de filhos dentro e fora das nossas casas, dentro ou fora de nossas igrejas, que estão clamando por sacerdotes que queiram ungi-los e consagra-los.

Você crê?

Graça Paz

Marcos Joaquim

TU AS INCULCARÁS A TEUS FILHOS DT 6.7

terça-feira, 5 de junho de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA, HÁ MUDANÇAS A SEREM EFETUADAS

Outras vezes ficava a nuvem desde a tarde até pela manhã; e quando pela manhã a nuvem se alçava, eles partiam; ou de dia ou de noite, alçando-se a nuvem, partiam. Nm 9.21

Bem vindos a quarta e última ministração da série A Trajetória da nossa Existência. O texto que nos serve de base revela a necessidade de constantes mudanças durante a trajetória da nossa existência. Deus estabelecera para o seu povo uma Direção, que deveria ser seguida no Tempo certo de acordo com a Ordem dada. É nesse processo que se desenvolve nosso relacionamento com Ele,e consequentemente,a qualidade da nossa existência. Visto que, indubitavelmente, quem com Deus se relaciona, indo além de simplesmente crer Nele, torna-se uma pessoa de qualidade. Há, no entanto, que se entender que os três processos anteriores(Direção, Tempo e Ordem)visam prioritariamente a transformação daquilo que somos a fim de nos tornarmos naquilo que deveríamos ser. Ou seja, filhos semelhantes a Jesus(I Jo 3.2). Tudo isso só se torna possível quando decidimos caminhar debaixo da Nuvem, debaixo da insubstituível presença de Deus.Quando alcançamos uma mentalidade sujeita as necessidades de constantes mudanças, pois quem não está disposto ou sujeito a Mudanças não altera sua trajetória, portanto terá que adentrar no futuro que sua rota escolhida o levará.

De tempo em tempo a Nuvem se movia(v 22), independentemente de circunstâncias ela se movia sob o mandado de Deus, isso fazia com o povo, a despeito de qualquer coisa ou tempo, entendesse que era hora de levantar acampamento a fim de alcançarem novos territórios através de novos rumos. Assim sendo, entendo que Deus de tempo em tempo deseja nos conduzir por novos rumos através da sua Palavra, nossa “Nuvem”.Há pessoas que pararam no tempo e no espaço, não mudaram, não mudam e acredite, muitas delas não mudarão. Nossa “Nuvem”, a Bíblia, é um livro de Mudanças e uma das palavras chaves do Reino é exatamente Mudança. É por ela que tornamos público o poder transformador do Deus que nos conduz para um futuro proveitoso quando interfere em nosso trajeto a fim de nos conduzir para o Dele.

Toda Mudança altera uma característica, quer seja para o bem, quer seja para o mal. No mover da Nuvem, os sacerdotes tocavam o shofar que por sua vez provocava no povo uma Mudança de postura, pois eram obrigados a olhar para cima a fim de testificassem o que acabaram de ouvir em baixo. Nisso, compreendiam que era hora de mudar de arraial. Creio que o êxito de uma pregação não está nos aplausos que ela provoca pelas mãos de quem a escuta, mas sim no levantar dos olhos de quem a ouve. Creio que a eficácia de uma pregação está na Mudança de postura que ela gerou nos ouvintes, fazendo com que estes olhem para cima e testifiquem que é assim como ouviram. Aliás, chego ao ponto de acreditar que a ausência de tão poucas Mudanças em nossos dias é resultado de uma pregação que só nos faz olhar para baixo. Mas, ainda existem sacerdotes aliançados cujas as palavras ainda fazem o povo estremecer e olhar para cima(Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Am3.6).

Creio que estamos sendo convocados de tempo em tempo a Mudanças que nos aproximarão do coração do Eterno. Creio que cada mover da Nuvem é um chamado a fim de mudarmos nossa maneira de falar; nossa maneira de pensar; nossa maneira de agir. Creio que nossa Mudança não será resultado de um mero esforço humano, mas sim pela consciência de que mais importante do que aquilo que ouvimos é o que fazemos com aquilo que ouvimos, pois aquilo que ouvimos gera informação, mas aquilo que fazemos com aquilo que ouvimos é que gera transformação. Ou seja, Mudança.Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 23 de maio de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA, HÁ UM TEMPO A SER VIVIDO

E, quando a nuvem se detinha sobre o tabernáculo muitos dias, os filhos de Israel cumpriam o mandado do Senhor, e não partiam.

Às vezes a nuvem ficava poucos dias sobre o tabernáculo; então à ordem do Senhor permaneciam acampados, e à ordem do Senhor partiam.

Outras vezes ficava a nuvem desde a tarde até pela manhã; e

quando pela manhã a nuvem se alçava, eles partiam; ou de dia

ou de noite, alçando-se a nuvem, partiam.

Quer fosse por dois dias, quer por um mês, quer por mais tempo, que a nuvem se detinha sobre o tabernáculo, enquanto ficava sobre ele os filhos de Israel permaneciam acampados, e não partiam; mas, alçando-se ela, eles partiam. NM 9.19-22

Bem vindos a terceira e penúltima ministração sobre A Trajetória da nossa existência. Estaremos vendo a importância de vivermos Tempos específicos e necessários ao nosso relacionamento com Deus e ao nosso próprio crescimento. A Nuvem era a representação exata da Presença de Deus que por sua vez determinava a qualidade do ambiente onde se encontrava o acampamento dos filhos de Israel no deserto. Não importava se o tempo era de perdas ou ganhos, quente ou frio mas o que importava é que Israel permanecesse debaixo da Nuvem. Caso ela se movesse Israel se moveria mas sempre permanecendo debaixo dela. Cada mover da Nuvem era um chamado para que Israel vivesse um Tempo novo. Acredito que estamos sendo chamados a vivermos novos Tempos, a entendermos melhor que cada Tempo vivido deixará resultado de acordo com o Modo como vivemos este Tempo, pois para todas as coisa há Tempo e Modo(Ec 8.5,6). Muitos de nós vivemos hoje , consequências ruins por causa do Modo errado como vivemos o Tempo passado. Nisso, afirmo que mais importante do aquilo pelo qual estamos passando, é o modo como estamos passando. As vezes, diz a Bíblia, a Nuvem permanecia parada por dias(meses), as vezes por poucos dias( semanas), as vezes um dia(horas). Para Israel, o que importava é que estavam debaixo de uma Direção e de uma Ordem, portanto precisavam respeitar o princípio do Tempo. Para ele, ainda que não houvesse uma resposta do motivo de tanto Tempo ou de tão pouco Tempo, prevalecia o fato de Deus, ainda que calado estivesse no controle.

Não sei que Tempo é esse que você está vivendo, mas posso afirmar que quem determina o clima em seu arraial, em sua casa, em sua igreja, não é a circunstância do deserto,mas sim a Presença da Nuvem, a Presença Insubstituível de Deus. Talvez você tenha, no decurso da sua Trajetória, se perdido da Nuvem, ou se conformou em ser, meramente, um seguidor dela. Como aqueles que vivem de apenas ouvir e ler para conscientização e não para mobilização, pois aqueles se mobilizam, são aqueles que andam de acordo com aquilo que ouvem, da parte de Deus. Não são meros seguidores mas decidiram que suas habitações seriam debaixo da Nuvem a despeito do Tempo que estivessem vivendo.

Creio piamente na verdade bíblica de o coração do sábio discerne o Tempo e Modo(Ec 8.5), assim sendo, precisamos discernir em Deus que Tempo é este que estamos vivendo. Se é Tempo de permanecer os dias necessários(meses e anos), se é Tempo de aguardar mais um pouco,mais uns dias pois a Nuvem já, já, vai partir(semanas), ou se está na hora de levantar acampamento(hoje). Creio que o seu interesse em conhecer a vontade de Deus, estabelecerá um novo nível de compreensão que o levará a ser guiado por ela(Sl 143.8). Digo isso firmado na convicção de que Deus revela sua vontade àqueles que o temem(Sl 25.12). Creio que estamos vivendo um Tempo onde Deus está movendo a Nuvem e assim fazendo os que dela se perderam, os que apenas a estão seguindo e os que debaixo dela estão, serão expostos. A que grupo, destes três você pertence? Creio que Deus está nos dizendo para que não nos movamos se Ele não se mexeu,para que esperemos mais algum Tempo se Ele está em silêncio. Mas também creio que Ele está dizendo a que não fiquem parados diante do seu mover que nem sempre é entendido pelas palavras(Nuvem não fala), mas pela linguagem das circunstâncias. Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 16 de maio de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA, HÁ UMA ORDEM A SER OBEDECIDA

E a ordem do Senhor os filhos de Israel partiam, e à ordem do Senhor se acampavam; por todos os dias em que a nuvem parava sobre o tabernáculo eles ficavam acampados.Ex 9.18

Bem vindos ao segundo princípio que rege a Trajetória da nossa Existência, a Ordem. Vimos anteriormente a necessidade de termos uma Direção definida e que saímos da direção quando perdemos a rota. A saída da rota, por sua vez é resultado de nossas desobediências. O ato de desobedecer pode ser por querer ou sem querer, basta que consciente ou inconscientemente, transgridamos um princípio, uma regra, uma lei. Quantas pessoas você deve conhecer que foi multada por uma infração que nem se quer sabia que havia cometido?

Ao conduzir seu povo pelo deserto, Deus não estava apenas dando a ele uma Direção mas também ensinado-os a amarem a obediência. Isso mesmo, pois durante os quatro séculos de cativeiro no Egito, todas as gerações dentre os filhos de Israel, tinham aprendido a obedecer como resultado da dor e não do amor. Muitos filhos não aprenderam a obediência direta de uma educação do lar mas como consequência do sofrimento dos pais escravos. Costumo dizer aos meus filhos que mais do que obedecer a voz paterna é preciso desejar obedecê-la.

Vivemos em meio a um tempo de destruição de princípios e valores, mas ao mesmo tempo entendo que há sobre a terra uma voz profética a fim de resgatar valores inegociáveis. Com isso quero dizer todos as mazelas familiares, desajustes ministeriais, conflitos familiares, etc., são muito mais resultado de desobediência humana do que artimanha demoníaca.

Diz a Bíblia que o povo só se movia de acordo com : “À ordem do Senhor se acampavam, e à ordem do Senhor partiam; cumpriam o mandado do Senhor, que ele lhes dera por intermédio de Moisés”.(Ex9.23)

Precisamos analisar alguns fatores neste ponto. Há quem diga por aí que não segue homens tornando-se assim pastores de si mesmos. Ora o texto diz que Deus dava ordem ao povo por intermédio do homem Moisés. O sinal para a partida era o mover da Nuvem porém somente quando o Shofar era tocado o povo deveria desarmar acampamento( Nm 10.1,2). Isto significa que só entende a visão quando somos curados na audição. O povo não saía de forma desordenada, onde cada um fazia seu próprio trajeto, mas, pelo contrário, as pessoas estavam aprendendo que toda ordem conserta uma desordem e que, onde não há ordem , naturalmente se estabelece a desordem. Olhe para dentro de algumas famílias e procure nela um sacerdote que saiba tocar a trombeta no tempo certo, a fim de indicar seus filhos a obedecerem a direção certa, que eu lhe direi a qualidade destas casas. Mostrem-me uma casa, uma igreja, uma escola, onde cada um faz o que bem quer e eu lhe direi o futuro delas.

Precisamos resgatar o princípio da Ordem sob pena de sofrermos as consequências da ausência dela. Aliás mostre-me um profissional da educação satisfeito com o nível de obediência de seus alunos que eu te mostrarei o professor mais feliz da face da terra.

Quero finalizar fazendo duas considerações sobre a Ordem que tem sido dois princípios repetidos em minhas ministrações ao meu povo. Primeiro: Toda Ordem Divina é a Revelação de uma Capacidade Humana. Há coisas que Deus direciona, orienta. Há outra que ele ordena. Ora, ninguém em sã consciência dá uma Ordem a um incapaz. Se você dá uma ordem ao filho e se aborrece por ele não tê-la obedecido é porque você sabe que ele não usou o máximo de sua capacidade, pois sua ordem foi do tamanho da capacidade dele. Assim é Deus comigo e contigo. Pense nisso. A segunda consideração é: Toda Ordem é a Revelação de um Propósito. Quando uma ordem é dada e obedecida, cumpre-se o propósito de quem ordenou. Em Contra partida, toda desobediência destrói um propósito.Voluntária ou Involuntariamente. Pense nisso.

Creio que estas postagens é um mover da Nuvem para mim e para você. Creio que podemos reestabelecer o princípio da Ordem a fim de que o propósito divino se cumpra e não seja interrompido. Creio que somos uma geração chamada a olhar para cima mas que se move aqui em baixo de acordo com aquilo que houve. Creio que estamos sendo chamados a submetermos nossos ouvidos a voz profética e as orientações sacerdotais. Creio, por isso escrevo que o que mais precisamos no momento não é de mais seminários que concertem a família, mais livros que ensinem a igreja a ser igreja, mais programas para que os jovens se tornar ocupados na igreja, mais palestras para casais. Creio que estamos precisando muito mais de fazermos um pacto de obediência as velhas ordens esquecidas a fim de tornarmos nova a nossa trajetória. Eu creio e você?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 9 de maio de 2012

NA TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA HÁ UMA DIREÇÃO A SER SEGUIDA.

Mas sempre que a nuvem se alçava de sobre a tenda, os filhos de Israel partiam; e no lugar em que a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam. Nm 9.17

Bem vindos a primeira das quatro ministrações sobre A Trajetória da nossa existência. Nela veremos que a primeira providência de Deus ao libertar Israel do Egito, foi direcioná-lo a fim de que mesmo em pleno deserto, eles tivessem uma rota definida. Tenho compartilhado com a igreja que pastoreio um princípio que trago comigo há tempo: Deus nem sempre nos responde mas nunca nos deixa sem direção. Há situações na vida que não precisam de respostas e sim de Direção, porque muitas das respostas que queremos não alterarão as consequências dos fatos ocorridos. Desejamos que Deus nos responda aos nossos “por quês” quando na verdade o que verdadeiramente precisamos é de Direção para sabermos o que fazer, quando não sabemos o que fazer.

O mover da Nuvem no deserto era a sinalização de Deus que era chegada a hora de continuar a Trajetória por novos rumos, pois cada vez que ela se alçava, o povo entendia que era hora de conhecer novos territórios que os conduziria a terra da promessa. Nosso relacionamento com Deus vai além do fato de crermos que ele nos salvou e nos libertou, mas envolve uma caminhada no mover do Espírito Santo que faz com que nossa trajetória seja qualificada por seus direcionamentos. Estar perdido no deserto da vida nos faz andar em círculo; quem anda em círculo vê sempre as mesmas coisas; quem sempre vê as mesmas coisas faz sempre as mesmas coisas e quem faz sempre as mesmas coisas sempre terá os mesmos resultados. Estar sem Direção é resultado de termos saído da trajetória, porque é a trajetória que define a Direção. Toda Trajetória leva a uma Direção definida, por isso que costumamos chamar de desviado, a uma pessoa que saiu da rota, que largou o ministério, deixou a igreja, abandonou a família e toda sorte de valores inegociáveis que o conduziria a futuro promissor.

Portanto, reafirmo que mais do que respostas, precisamos de Direção e para tanto é necessário mergulhar incondicionalmente na rota divina, na Trajetória de Deus que nos dará uma existência de qualidade. Mais do que soluções instantânea, seu casamento precisa de Direção. Mais do que uma resposta rápida seu ministério precisa de Direção. Mais do que milagres urgentes que resolvem atitudes erradas do passado, nossa vida precisa de Direção no presente a fim de conquistarmos um futuro desejável. Mas do que estratégias humanas, a igreja precisa de Direção Divina. Mais do que tomar uma Direção imediata, precisamos prioritariamente ser dirigidos, pois quem é dirigido é comandado e quem dirige está no controle(Sl 143.8,10). Chegou a hora de devolvermos o controle da nossa arca nas mãos do Eterno a fim de não ficarmos a deriva no mar da vida. A semelhança de Noé, cabe-nos administrar a arca, mas não nos cumpre a tarefa de dirigi-la. Afinal de contas, a arca não tinha leme e só quem sabe conduzir um barco sem leme será capaz de colocá-lo em terra firme( Gn 8.4). Vamos arrancar o leme, vamos olhar para cima. A nuvem está andando. Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim.

ELE O INSTRUIRÁ NO CAMINHO QUE DEVE ESCOLHER SL 25.12

sexta-feira, 4 de maio de 2012

TRAJETÓRIA DA NOSSA EXISTÊNCIA

NOVOS RUMOS


Eu irei adiante de ti[..] Isaias 45.2

Desde que nascemos nossa vida é um trajeto a ser percorrido. Nele, cada um de nós se comporta das mais variadas formas. Perdemos a rota, ignoramos as placas de advertências, mudamos inadvertidamente de direção, desrespeitamos tempos de ultrapassagens, provocando acidentes e lesões na vida daqueles que estão conosco na mesma estrada. Por isso é necessário que nossa experiência na estrada da vida, não nos tire a consciência de que necessitamos de alguém mais experiente e que nos conduza por territórios que nunca trafegamos.

Durante quatro postagens consecutivas, quero convidar você a se deixar conduzir por Deus por novos rumos, que com certeza desembocarão no centro de sua vontade. Deus tirou Israel do Egito com braço forte mas não permitiu com seu novo estilo de vida gerasse uma independência tola que o levasse a fazer seus próprios caminhos e assim sendo, deixasse a rota desviando-se do propósito de Deus que era de levá-lo a terra prometida. Deus os guiou através da nuvem. Sua presença foi crucial para o estabelecimento do propósito(Ex 14.19,20). Portanto meu objetivo nestes próximos quatro artigos é gerar um despertamento para o fato de que muito das nossas colisões familiares, muito de nossos acidentes conjugais e toda sorte de caos na estrada da vida, dá-se pela ausência de quatro grandes fatores que não faltaram na trajetória de Israel durante a travessia no deserto. Para muitos, apenas houve provisão de pão, água e vestimenta, porém mais do que isso, Deus estava transicionando a mentalidade de seu povo a fim de levá-los a um destino proveitoso. O fato pelo qual a geração que saiu do Egito não entrou na terra prometida, não teve a ver apenas com a questão de desobediência mas também com a mente. Ou seja, a maneira como pensavam naquele presente era resultado de como viveram no passado que impediu com que entrassem no futuro. Muitos de nós, hoje trafegamos na estrada da vida com as bagagens do passado, isso faz com que nos atrasemos pois..o peso das nossas bagagens determinam o tamanho da nossa velocidade. Como se não bastasse, nossos atrasos atrapalham quem está vindo depois de nós, tais como nossos filhos, nossa posteridade. Ainda faz com que muitos que começaram depois passem a nossa frente e cheguem primeiro onde sempre desejamos chegar, mas no trajeto nos esquecemos que: Desejo realizado é colheita no presente como resultado de semeadura no passado. Só desejar não basta(Pv 21.25).

A presença da nuvem foi para Israel um diferencial que perdura até os dias de hoje, para todo aquele que entende a necessidade de caminhar por novos rumos. Para isso necessitamos dos quatro fatores, dos quatro princípios implementados por Deus a fim de nos conduzir. São eles: A Direção, o Tempo, a Ordem, e a Mudança. Trabalharemos em cima dos seguintes temas. Na Trajetória da Nossa Vida existe: Uma Direção a ser Seguida, Um Tempo Específico a ser Vivido, Uma Ordem a ser Obedecida e Mudanças a serem Efetuadas.

Creio que serão dias de destinos redefinidos. Tenho ministrado ao povo que pastoreio que Deus trabalha em nossa transformação sobre um tripé. Ele nos Liberta do passado, a fim de nos Habilitar no presente para que sejamos Qualificados para o Futuro. Existem muitas coisas boas, coisas de Deus, nos aguardando no futuro(Jr 29.11), mas que se tivéssemos agora, nós as estragaríamos. A geração que entrou na terra precisou mudar a mente para não estragar o que recebeu. Creio que precisamos de novos direcionamentos, demarcação de novos tempos, discernimento e obediência as velhas ordens a fim de alcançarmos as mudanças necessárias. Está a fim?Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 18 de abril de 2012

NÃO LARGUE A ESPADA

[...]Eleazar, filho de Dodó, filho de Aoí, um dos três valentes que estavam com Davi, quando desafiaram os filisteus que se haviam reunido para a peleja, enquanto os homens de Israel se retiravam.

Este se levantou, e feriu os filisteus, até lhe cansar a mão e ficar pegada à espada; e naquele dia o Senhor operou um grande livramento; e o povo voltou para junto de Eleazar, somente para tomar o despojo.I SM 23. 9,10

O que define a vitória ou a derrota numa guerra nem sempre é o preparo ou a habilidade de quem luta. As vezes, no último instante do jogo, aproveitando-se de uma atitude errada de seu oponente, um time vira o jogo. Assim sendo, entendemos que além de preparo e capacidade, as Atitudes definem a vitória ou a derrota. Aquilo que deixamos de fazer ou aquilo que fizemos poderão destacar ou destruir todo o tempo de preparo. No meio das nossas pelejas, pequenas atitudes são tão importantes quanto as grandes. Se abrimos mão de princípios, poderemos ser derrotados, se desistimos porque nos sentimos sozinhos na peleja o projeto será frustrado, se nosso cansaço se tornar mais forte do que a causa que defendemos nos tornamos medíocres.É exatamente isso que podemos aprender com a vida e luta de Eleazar, esse valente guerreiro de Davi que diante de um desafio aproveitou a oportunidade do tempo para escrever seu nome na história. Este notável valente não abandonou a causa apesar de ter sido abandonado, não permitiu que o inevitável cansaço o paralisasse, pois possivelmente entendeu que cansaço não significa destruição.Porém de todas as atitudes de Eleazar, a que mais me chama a atenção é que mesmo após a batalha, a espada continuou na sua mão. Ela esteve presente antes, durante e depois. O guerreiro na Largou a Espada. Pelo contrário, ela é quem ficou apegada a sua mão como resultado do muito uso. Aleluia. A Espada é símbolo inequívoco da Palavra de Deus. E nesta é que encontramos os princípios específicos e fundamentais que definirão nossas conquistas, pois cada conquista específica exigirá a obediência a um princípio também específico(Jo 15.7).Quantas vezes em meio as lutas abrimos mão de princípios espirituais que definiriam a vitória, uma vez que fossem inquestionavelmente obedecidos(Js 1.8)? Quantas vezes no calor da batalha vemos pessoas abrindo mão de valores morais já que se cansaram de serem honestas enquanto os desonestos estão...” se dando bem”?

Entendo que não é apenas a conquista do que queremos que se torna importante nas batalhas da vida, mas também aquilo em que nos tornamos depois dela.Pior do que não conquistarmos aquilo que desejamos é nos tornar aquilo que jamais deveríamos ser. Ou seja a Espada deve estar presente antes, pois ninguem parte para uma guerra desarmado; Durante, pois ninguem se sustenta na guerra sem uma arma. E depois pois é a presença da espada que denuncia quem foi o vitorioso. Derrotados não retornam para casa porque se tornaram propriedade de quem os derrotou. Derrotados possuem as mão vazias porque na batalha, abriram mão da espada por causa da opressão das circunstâncias e pela força do opositor. Já os vitoriosos colocam a espada acima de suas cabeças para mostrarem que foi por causa de tal instrumento que chegaram onde estão. Eu ceio que estamos sendo chamados a nos tornarmos os “Eleazares” de Deus neste tempo onde muitos abandonaram a peleja diante do desafio dos Filisteus. Que abriram mão do cuidado familiar, que foram embora porque os outros também foram. Se você se cansou, não desista, se já desistiu, recomece, se já recomeçou após esta leitura, aguarde a recompensa (Hb 10.35-39). Creio que somos chamados para vencer o cansaço que insiste em nos dizer que não vale a pena lutar(II Ts 3.13). Ainda que os outros apenas voltem para se aproveitar das sobras da nossa luta, como diz o texto base desta postagem. Ainda assim sabermos que nossa luta tem uma vitória e nossa vitória tem um motivo:O nome Eleazar significa: Deus Ajudou. Qualquer semelhança não será mera coincidência. Você crê?

Graça e Paz!

Marcos Joaquim

quarta-feira, 11 de abril de 2012

EILIKRINEIA Julgados pela Luz do Sol


Certo comprador entrou num mercado de vasos de toda espécie. Andou por toda a parte resoluto no propósito de comprar qualquer um que se encontrasse disponível. Sabia que se encontrava dentro de um ambiente hostil e cheio de enganos. O mercador, homem inescrupuloso e cheio de enganos, mantinha seus vasos na penumbra a fim de que a escuridão escondesse as rachaduras dos seus vasos, que por sua vez eram maquiados com uma cera que escondia seus profundos defeitos por dentro. Ao entrar no grande mercado de vasos, o sábio Comprador foi interrogado pelo mercador sobre qual dos vasos este estava interessado. O Comprador respondeu: -Todos, quero todos mas antes quero que sejam expostos por mim à luz do sol. Tire-os da escuridão- Mas o que é isso?- perguntou o mercador –Eilikrineia- Respondeu o Comprador – Julgados pela luz do sol, assim, os aleijões que você procurou esconder nas trevas, eu os revelo na luz. E como além de Comprador eu também sou Oleiro, irei concertar todos quantos comprar. Infelizmente alguns daqueles vasos estavam distantes de mais para serem alcançados pelas mãos do Comprador, mas felizmente muitos deles se achavam ao alcance.Deste jeito, foram levados e tratados tornando-se propriedade daquele que os comprou e concertou.
A ilustração acima retrata uma realidade espiritual acerca da vida de cada um de nós. Todos nós, um dia fomos uma mercadoria danificada no mercado da vida e que de forma voluntária ou compulsória tínhamos nossas rachaduras escondidas na escuridão. Transitamos no meio de muita gente que no grande mercado da vida necessita de sinceridade para admitir suas rachaduras existenciais, suas fissuras na alma e seus arranhões familiares.
Eilikrineia é a palavra grega de onde se origina o termo Sinceridade. O grego que é a língua do Novo Testamento, traduz Eilikrineia como Sincero, o que significa dizer que para Deus, Sinceridade não significa simplesmente a capacidade de se dizer aquilo que se pensa. Há muita gente por aí que se diz sincera, mas que não passa na verdade, de mal educada e na melhor das hipóteses, sem sabedoria, pois julga que a sinceridade se revela no fato de falar o que pensa. Não é assim que a Bíblia ensina, pois Eilikrineia(Sincero) significa: Julgados pela luz do sol. Assim sendo, para Deus, quem é sincero é aquele que se deixou alcançar pela luz da sua Palavra e que uma vez encontradas suas rachaduras, compreende que esta descoberta não é para vergonha e sim para concerto. Jesus é o Comprador Oleiro que na se escandaliza com vaso rachado desde que este não esteja disposto a permanecer na penumbra mas que sinceramente se deixe tratar. Ah! como estamos carentes de mais gente sincera. Como necessitamos de igrejas sinceras, casamentos sinceros, pais sinceros e filhos também sinceros.Que nossos lares sejam ambientes formadores de Eilikrineia, que nossos púlpitos sejam plataformas de onde se possa saquear o mercado da vida a fim de que os vasos rachados se transformem em vasos de honra, sem cera, sinceros.Creio nesta possibilidade por isso escrevo. Creio que cada palavra revelada e profética é um fogo abrasador que nos tira das trevas da hipocrisia e que nos compra das mãos do inescrupuloso mercador e nos faz ser propriedade exclusiva daquele que com sua morte e ressurreição, já invadiu tal mercado dando como moeda, seu próprio sangue. Jesus. Creio que a partir desta leitura, poderemos descobrir um pouco mais de nossas rachaduras emocionais, espirituais, morais, mentais e escolhermos a exposição ao Sol da Justiça, ao invés de permanecermos na escuridão do mercado do engano. Creio ainda, que este artigo servirá para nos posicionar melhor, caso sejamos sinceros o suficiente para admitirmos que pertencemos a um mercado de obscuridade onde tememos que alguém descubra nossas rachaduras tão bem maquiadas.Creio assim que este novo posicionamento viabilizará um livre acesso do Comprador até nós. Eu creio e você?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim.

[...]TORNOU A FAZER DELE OUTRO VASO, SEGUNDO BEM LHE PARECEU(JR 18.4 )

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DEUS ESTÁ TE DANDO CORDAS. SAIBA USÁ-LAS

Creio que se Deus desse ao homem o direito de ter apenas uma coisa na vida, e com ela tivesse que construir sua própria história e definir seu destino, essa coisa para mim, creio, seria a corda. Cordas são objetos que nos acompanham em toda trajetória. Desde criança elas estão presentes em nosso cotidiano. Com elas brincamos de pular, com elas nos exercitamos, com elas nos balançamos em árvores e tudo mais que a criatividade infantil possa imaginar. Todavia, ao crescermos elas não nos deixam, embora não as vejamos. Elas estão presentes salvando vidas ou matando; puxando para cima, as vezes para baixo. Cordas são usadas para salvar ou para enforcar, para bater ou para brincar. Pendure uma corda na árvore e ela lhe dará uma forca. Pendure outra na mesma árvore e ela lhe dará um agradável balanço. Dê um nó na ponta de uma corda e ela lhe dará um instrumento de salvação a fim de que não escorregue para o abismo, aquele que a segura. Dê esta mesma corda com nó na ponta a uma outra pessoa e ela poderá fazer disso, um instrumento de tortura.
Nossas cordas são representadas por nossas Atitudes,nossas Decisões, nosso Tempo e nossas Oportunidades.
  Nossas Atitudes representam nossas Cordas quando o resultado delas matou ou promoveu vida. Alegrou ou promoveu tortura em alguém, quem sabe em nós mesmos. 
  Nossas Decisões representam nossas Cordas quando elas nos levam para cima e conosco, muitos dos que vivem na jurisdição da nossa existência. Ou então, nos puxam para baixo fazendo com que a reboque, muitos como nossas famílias e amigos, caiam no mesmo abismo em que nos encontramos. 
  Nosso Tempo representa nossas Cordas quando o usamos como instrumento para escalar os montes íngremes da vida e superar os desafios e obstáculos que tentam impedir a construção do nosso futuro. Ou então o deixamos passar e permanecemos amarrados no presente como resultado de um aprisionamento do passado. 
  Nossas Oportunidades representam nossas Cordas quando as usamos como instrumento de conexão e não como cabo de guerra.Ou então quando não damos o nó certo e firme a fim de não deixarmos escapar aquilo que poderá nunca mais voltar.
  Como você está usando a sua Corda? O que poderíamos dizer hoje acerca da nossa Corda? Talvez pudéssemos dizer que estamos com ela no pescoço devido a uma situação que não conseguimos resolver. Talvez disséssemos que estamos na Corda bamba devido a uma instabilidade onde temos que tomar uma decisão. Em fim, cada um têm a corda que resolveu usar.
A Bíblia está repleta de casos com Cordas. O mais clássico deles é o de Judas. O apóstolo que decidiu se enforcar depois de jogar fora a oportunidade de andar com Cristo( Mt 27.5). Já o Apóstolo Paulo foi salvo por uma Corda, descendo de um muro para escapar da morte(At 9.25). Dois apóstolos, duas cordas dois destinos. Aitofel, conselheiro do Rei Davi, homem cuja a palavra era uma representação do conselho de Deus, usou a Corda para enforcar-se após ter tomado a atitude de trocar de reino( ISm 17.23). Já o Profeta Jeremias soube aproveitar a oportunidade da Corda que o africano Ebede-Meleque jogou para ele quando estava no fundo do poço, a fim de que pudesse subir para a vida( Jr 38.11). Dois intérpretes da voz de Deus, duas cordas, dois destinos.
Creio que na vida usamos nossas cordas para salvar ou matar, fazer subir para a vida ou descer para a morte. Creio que neste exato momento você que chegou ao fim da leitura desta postagem, está com uma Corda na mão.Há Cordas dentro da sua casa, dentro do seu casamento, dentro da sua igreja. Há Cordas em sua vida. Creio que a partir de hoje você será mais prudente e não usará sua Corda para construir forcas, instrumentos de tortura ou para amarrar seu futuro negligenciando o tempo presente. Mas creio que a partir de hoje que você construirá instrumentos de escaladas, tal qual a Ebede-Meleque que puxou a voz profética para perto de si com sua Corda. Ou usará a sua Corda, tal qual os discípulos de Paulo que enviaram para outros territórios a voz apostólica fazendo com que a voz de Deus chegasse mais longe. Você crê?
Graça e Paz!
Marcos Joaquim